sábado, outubro 06, 2007

Poluição visual e higiene

Sábado à tarde, dia 06 de Outubro, era este o espectáculo na Avenida Praia da Vitória, a menos de 50 metros do Saldanha, na capital do País.

Uma questão de deficit de cidadania mas também dos serviços competentes da CML que não estão atentos. Uma intervenção pontual nestes casos e o dimensionamento da capacidade em recipientes, atenta a zona em causa, mereceria a acusação de negligência.

Foto 06102007(001)

sexta-feira, setembro 28, 2007

Poluição visual (4)

Cerca da uma da manhã, pouco depois do fim da tourada e ainda alguns a sair, no Campo Pequeno em Lisboa. Um elemento do sexo masculino, cerca de 30 anos, balde e escova na mão, impressos vários que vai colando em tudo que o permite. Telefone do anunciante, que compra carros de mais de dez anos, bem visível: 934350163
Não terão as autoridades, leia-se CML, meios para actuar?

Foto 28092007

segunda-feira, setembro 24, 2007

Toponímia e Cultura XIV

Pugnamos por uma informação esclarecedora e tão completa quanto possível de quem foram os homenageados cujos nomes damos ás nossas ruas e praças, para que fiquem para a posteridade enriquecendo a nossa cultura e de quem nos visita. Em Algés, a merecida homenagem a Hermano Patrone, reconhecido treinador de natação - em especial do Sport Algés e Dafundo -, o excessivo zelo colocado na placa toponímica pecou pelas imprecisões.
Além do ano de nascimento e morte, o que é normal e desejável, também o dia e mês em que ocorreram, o que se aceita mas não é vulgar nestas placas, nem importante. A falta das pintas nos "i" até se compreende, mas já não se aceita que lá não esteja a acentuação devida a uma palavra esdrúxula no primeiro "í" : Olímpico em vez de Olimpico.
E já agora o que é esta categoria de treinador olímpico? Porque treinou atletas que foram aos Jogos Olímpicos? E como treinador de atletas que fossem aos Campeonatos do Mundo ou da Europa? Seria treinador mundial ou europeu?

Foto 28072007(002)

sábado, setembro 22, 2007

Toponímia e Cultura XIII. Bons e maus exemplos

Ainda na linha dos bons e maus exemplos, continuando na cidade de Lisboa.






E já agora quem foi ou o que fez José António Pereira? Em que época viveu?

É deste José António (ou Antônio) Pereira (Barbacena, 19 de Março de 1825Campo Grande, 11 de Janeiro de 1900) que foi um desbravador brasileiro, fundador da cidade de Campo Grande, que se trata?

Fotos 10032007 e 16122006

quinta-feira, setembro 20, 2007

Toponímia e Cultura XII. Bons e maus exemplos

Na área do Município de Lisboa há, mas parece que só em teoria, um critério para as placas toponímicas. Porque na realidade ainda há muito para modificar e corrigir como se pode ver no bom e mau exemplo que as fotografias mostram.


Este João Penha será João de Oliveira Penha?
(n.1838 - f. 1919) Poeta, nascido na cidade de Braga. Licenciado em Direito em 1873, advogado.

Fotos 08032007 11112006(002)

sábado, setembro 15, 2007

Monsanto (Idanha-a-Nova)

Em Monsanto, freguesia do Concelho de Idanha-a Nova, aldeia premiada no concurso “aldeia mais portuguesa” de Portugal de 1938 (promovido pelo ex-SNI) com a atribuição do galo de prata, cuja réplica os Monsantinos exibem, orgulhosamente, no topo da Torre de Lucano aqui visível do lado esquerdo da fotografia, quem autoriza (ou fecha os olhos!) estas “modernizações” (alumínio lacado?) assinaladas?

http://pt.wikipedia.org/wiki/Monsanto_(Idanha-a-Nova)

Foto 15092007(004) alt

quarta-feira, setembro 05, 2007

Praias 2007. Nadadores-salvadores (IX)

Como aqui se comentou em "post" do mês anterior, entendemos que o posicionamento dos nadadores-salvadores nas praias deve satisfazer, resumidamente:

Verem e serem vistos, bem identificados, com conforto.



A estrutura que vimos (e mostramos) hoje, captado na Praia da Riviera, na Costa de Caparica, poderia ser um princípio, mas ainda com muitas falhas:

  1. Não assegura conforto, quer no acesso, quer na estada no espaço superior. (Completa desprotecção do Sol e intempéries)
  2. Não tem uma identificação bem visível de que se trata dum nadador-salvador, nem de qualquer outro contacto importante para o salvamento ou assistência. (Mas tem dois grandes anúncios ao patrocinador COFIDIS, com o respectivo sítio e telefone)






Fotos 05092007 (001)(002)(003)

terça-feira, setembro 04, 2007

Sinalização rodoviária

Nas proximidades da Avenida da Liberdade, em Lisboa, mais propriamente na Rua da Caridade, não foi encontrado melhor local para colocar as instruções sobre a separação do lixo (papel e cartão)! Por acaso ainda dá para identificar o sinal.

Foto 04092007(001)

Sinalização para cegos (1)


Já se vão vendo alguns elevadores com os botões como a fotografia mostra. A inclusão da indicação do andar também em Braille, especialmente em edifícios públicos, não nos parece difícil e devia ser mais generalizada. Os cegos (invisuais) merecem.
Foto 04092007

Educação (1)

O tema Educação, que pela sua importância deveria ter no nosso País outra centralidade e prospectiva, é hoje trazido para reflexão e comparação com a situação no nosso País. Em declarações recentes ao semanário Alba, de Inger Enkvist, assessora do ministério de Educação da Suécia , em que criticou a adopção (pela Espanha) de um modelo psicopedagógico que já demonstrou o seu fracasso.


A ausência do esforço, o déficit de autoridade e a precariedade dos conteúdos sairá muito caro. O contribuinte pagará e os únicos ganhadores serão "os psicopedagogos dependendentes do orçamento".

Inger Enkvist estuda há décadas o processo de decadência da escola pública europeia e considera que a deterioração da educação é causa do "construtivismo", que é um "processo assumido pela maioria dos modelos educativos europeus.

Firma-se sobre a tese de que só é verdade aquilo que construímos por nós mesmos, destruindo desta maneira a tradição e o conhecimento acumulado por gerações anteriores. O construtivismo pretende que a criança deve conhecer a verdade por si mesmo". Para esta especialista, "é sempre necessário que o professor conduza o aluno para a verdade. Os construtivistas preocupam-se muito com o procedimento ao ensinar, mas muito pouco com os conteúdos".

Segundo Inger Enkvist, "uma educação que não dá prioridade ao esforço mas apenas procura que as crianças estejam contentes, que se entretenham, que trabalhem em equipa, e que digam o que lhes apetecer, demonstrou já seu fracasso. E isso consolida o poder dos psicopedagogos que desenharam este sistema educativo e que mantêm uma rede de interesses criados em torno da administração educativa e financiada com dinheiro público".

"Esse construtivismo gera adolescentes adultos que querem tudo para agora. Sim, é uma espécie de geração de 68 permanente.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Do DIÁRIO DE NOTÍCIAS de 03SET2007

Como contributo para a nossa reflexão cívica, permito-me transcrever alguns extractos do artigo "O QUE FALTA PARA SAIR DA CRISE" do Prof. João Cesar das Neves:

A base da crise portuguesa não é económica, social, financeira. Estes problemas, apesar de atraírem muita atenção, são laterais ao drama central, que é cultural. Vivemos um grave problema cultural, que não é a lamentada tradição lusitana ou a triste decadência do Ocidente, mas algo muito mais prosaico: o País está desanimado e a causa é fácil de descrever.
...........
Uma crise cultural é sempre reforçada por consequências éticas, e por cá esses sintomas são claros. A desmoralização nacional é também uma queda de padrões morais. Repete-se que o Estado não é pessoa de bem, enquanto a imprensa nos bombardeia com abusos e misérias. Os escândalos da Casa Pia, os casos de corrupção autárquica e futebolística juntam-se à lentidão da Justiça e ao sentido de impunidade. Correm boatos de favores e negociatas. Até o sucesso empresarial vem inquinado pela sensação de oportunismo e injustiça. Tudo contribui para o clima geral de depressão.
..........
Assim, mesmo que as reformas funcionem e a economia melhore, o País permanece desmoralizado. Do que Portugal precisa, antes de tudo, não é crescimento e investimento, tecnologia e emprego. Precisa de algo mais precioso: uma ideia, um projecto, um objectivo que empolgue e convença. Algo em que acreditar. Portugal até tem progresso. Precisa de fé.







quinta-feira, agosto 30, 2007

Bem escrever português? (1)




Na edição do semanário SOL do passado Sábado, dia 25 de Agosto de 2007, recolhemos três anúncios do Grupo CRH publicados na página 3 do caderno PUBLICIDADE. E atente-se nos Requisitos de Idade de dois deles - “Idade compreendida até aos 30 anos” -, já que o terceiro salva a honra do convento, corrijo do Grupo CRH. É que compreender, conforme o Grande Dicionário da Língua Portuguesa, coordenado por José Pedro Machado, deve conter em si várias coisas, partes ou porções.

Fotos 25082007 (SOL1, 2 e 3)

quarta-feira, agosto 29, 2007

Sinais de trânsito?

A menos de 20 metros do Largo do Camões, em Lisboa, foi esta a situação com que nos deparámos. Rua das Salgadeiras, no Bairro Alto. As pinturas e os autocolantes quase não deixam identificar os sinais de trânsito e a situação não é reposta em devido tempo pelas entidades responsáveis. Completa impunidade dos seus autores e total ausência de fiscalização e verificação. Quase inacreditável, numa capital europeia!


Fotos 29082007

terça-feira, agosto 28, 2007

Estacionamento pago e arrumadores

É demasiado frequente, lamentavelmente, esta situação:

Parque de estacionamento pago e que não é barato. E lá vem um pseudo-arrumador que não nos ajudou minimamente e cuja presença dispensávamos pedir umas moedas. Este caso, habitual em Lisboa, passou-se em Algés e aqui se regista na foto com a abordagem do pseudo-arrumador a um condutor, muito próximo do fiscal.

Até quando teremos que aturar estas situações, certamente geradoras de apreciáveis receitas, livres de impostos, só pelo receio de que os carros (de quem não dá) apareçam riscados?

Foto 28082007(001)

Entupidores do trânsito (1)










As fotografias mostram uma parte duma rua fechada ao trânsito, no cruzamento da Avenida Barbosa do Bocage com a Rua do Arco do Cego, nas proximidades do Campo Pequeno em Lisboa.

Uma racha no muro do Palácio Galveias ameaçando a queda do mesmo, motivou, e muito bem, a definição duma zona de protecção. Só que esta situação, que já deveria ter merecido uma rápida resolução pela perturbação que causa, arrasta-se há cerca de 3 meses. Porquê e até quando?

(Colaboração ZMadeira)

Fotos AGO2007

segunda-feira, agosto 27, 2007

Algarve ?

AYAMONTE e HUELVA estão certamente fora dos limites do Algarve que conhecemos! Ou farão parte do tal ALLGARVE?

sexta-feira, agosto 24, 2007

Praias 2007. (VIII)















É extremamente desagradável estender a toalha na praia sobre uma areia cheia de beatas e filtros de cigarros como verifiquei em várias praias do Algarve (p.e. Praia da Rocha) e que não aconteceu tanto em anos anteriores em que foi feita uma campanha com distribuição de recipientes aos fumadores.
Passe a publicidade à VODAFONE, as pequenas caixas para recolha dos restos dos cigarros já fumados, que numa zona concessionada (no caso, a sul da Lagoa de Albufeira), estão este ano junto aos chapéus-de-sol, são um bom exemplo a seguir e uma boa prática.





Fotos 23082007

sábado, agosto 18, 2007

Praias 2007. Algarve (VII)

Temos defendido há muito tempo que os nadadores-salvadores nas praias devem estar bem posicionados, de forma a terem boa visão da zona de banhos e serem simultaneamente visíveis para que se lhes possa ser comunicada qualquer situação anómala. Além destes aspectos devem obviamente ter condições para poderem estar devidamente protegidos do Sol. Em resumo: Verem e serem vistos, bem identificados, com conforto.

Este desiderato poderia ser facilmente conseguido e normalizado, com uma estrutura mais elevada, quer fixa quer desmontável, bem identificada. Os patrocínios não faltariam certamente como os há para as motas de água e os veículos de assistência.

Lamentavelmente não temos vindo a assistir a qualquer melhoria como as fotografias de duas diferentes concessões comprovam, no caso na Praia da Rocha.

Fotos 18082007 (005) e (006)

terça-feira, agosto 14, 2007

Bolas de Berlim

Não se percebe completamente a “guerra” lançada às “bolas de Berlimvendidas nas praias. Compreendemos que os cremes são susceptíveis e que as com creme sejam por essa razão desaconselhadas ou interditas em zonas de grandes amplitudes térmicas. Uma venda que tem dezenas de anos e faz parte do nosso imaginário em muitas praias, agora a um euro, deveria ser autorizada, apenas devidamente regulamentada em termos de higiene e transporte.

Apesar de se tratar dum frito de que não devemos abusar, pelo bem que nos sabe aqui fica uma homenagem aos muitos que as vendem com qualidade, no caso o Sr. Luís da Praia da Rocha.

Foto 14082007


sexta-feira, agosto 10, 2007

Geomonumento


Em boa hora foi perservado em zona urbana da cidade de Lisboa, um "testemunho dum mar pouco profundo, litoral", que vale a pena observar. Na rua Sampaio Bruno, a Campo d’Ourique, como se pode ver nas fotografias.

Só que o lixo acumulado e as ervas daninhas em volta, mereceriam da autarquia a devida atenção para a sua limpeza!

Fotos 10082007(001) e 06082007

Promoção com retroactividade

Modelo ou excepção à regra?

"MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL

Direcção-Geral de Pessoal e Recrutamento Militar

Despacho (extracto) n.

o 11 171/2007

Por meu despacho de 7 de Maio de 2007 e nos termos da alínea b ) do n.o 3 do artigo 15. o da Lei n.o 10/2004, de 22 de Março, determino a promoção, em reconhecimento de excelência, independentemente de concurso, do técnico superior de 1.a classe João Manuel Marmeleiro Nunes Gonçalves da Rosa na categoria de técnico superior principal, da carreira técnica superior, do quadro de pessoal da Direcção-Geral de Pessoal e Recrutamento Militar, com efeitos a 31 de Dezembro de 2005. (Isento de fiscalização prévia do Tribunal de Contas.)

7 de Maio de 2007.-O Director-Geral, Alberto Rodrigues Coelho."

(in DR, 2ª série, nº 110, de 08-06-2007, pág. 15 901)

quinta-feira, agosto 09, 2007

Sítios oficiais: MDN

O Sítio/Site do Ministério da Defesa Nacional em boa hora nos aparece, neste ano de 2007, renovado. Já em plena presidência da União Europeia.
Em http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/

Inacreditavelmente só está disponível em português, quando nesta época se justificaria absolutamente que também o estivesse numa das línguas oficiais da NATO /OTAN, o inglês ou o francês, preferentemente, dada a sua maior universalidade, a primeira.

Como novidade bem acolhida uma página mais completa de Legislação e Documentação, onde nos salta à vista a Lei nº 20/95, de 13 de Julho, que Regula a mobilização e requisição no interesse da defesa nacional. Curiosamente vale a pena reler o seu Artº 53º. : Entra em vigor simultaneamente com o decreto-lei que a regulamenta.
Onde é que este decreto-lei está? Não é essencial para a organização do Estado e da defesa nacional? Será que passados 12 anos ainda não houve tempo para o fazer ou as razões são outras e de competição política PSD-PS não assumida?

Toponímia e Cultura XI

Ora aqui temos um caso em Lisboa, como felizmente bastantes outros que devem constituir modelo, em que ficamos esclarecidos e sem qualquer dúvida!

Foto 03082007

Toponímia e Cultura X

Ainda à atenção da Câmara Municipal de Lisboa e ao seu departamento de toponímia.

Será correcta esta designação espanhola de Alcalde (reflexo da entrevista iberista de José Saramago?), cujo significado em língua portuguesa é juiz de concelho, vereador ou quereria dizer Alcaide, Governador de província ou comarca?

Foto 24042007(004)/06082007

terça-feira, agosto 07, 2007

Toponímia e Cultura IX

Será a designação desta rua um teste da Câmara Municipal de Lisboa à nossa cultura? De que Castilho se trata? Qual dos abaixo indicados, ou porventura um outro?

António Feliciano de Castilho? Escritor, n. 28JAN1800 f.18JUN1875

João de Castilho? Arquiteto, n.1475? f. 1553?

Augusto de Castilho? Oficial de Marinha, Ministro da Marinha e Ultramar em 1908, n. 10OUT1841 f. 30FEV1912


Foto 06082007(003)

segunda-feira, agosto 06, 2007

Obstáculos para cegos (1)

Na Rua Sampaio Bruno em Campo d’Ourique, Lisboa, deparámo-nos em 06AGO2007 com a situação que a fotografia documenta. Numa paragem de autocarro, sem qualquer espaço para aproximação desse veículo ao passeio, uma cega aguarda aquele transporte público entre dois automóveis, para que possa ser vista.

Sem comentários!

Foto 06082007

domingo, agosto 05, 2007

(In)segurança rodoviária (1)

Se podemos compreender que dificuldades financeiras podem impedir a manutenção do automóvel pessoal em estado impecável, já não podemos aceitar que essa manutenção não seja cumprida no domínio da segurança, muito em especial se possam ser postos em causa terceiros. E ainda menos podemos compreender a desatenção das autoridades competentes para o incumprimento das obrigações legais, quer das inspecções regulares, quer dos seguros obrigatórios.

A situação que constatámos e documentada na fotografia em 05AGO2007, num dos parques públicos de estacionamento da Ericeira, mostra uma viatura particular sem tampão do combustível (tapado o orifício com papel de jornal!), sem seguro válido (terminou em 2006) e com indicação de próxima inspecção a realizar em 2006 (o que significa ter efectuado a última em 2005). Num parque com movimento constante, como se justifica o alheamento das autoridades fiscalizadoras competentes, no caso em apreço pelo menos a GNR?

Foto 05082007

terça-feira, julho 31, 2007

Justiça desigual

Comentámos aqui, em 20 de Outubro de 2006, uma situação ocorrida com o sr. Valentim Loureiro, amplamente noticiada e de cuja condenável conduta ficou impune.

Para uma análise do tipo "descubra as semelhanças e diferenças", vale a pena ler a seguinte notícia da imprensa:
Um homem de 35 anos foi ontem (29JUL2007) detido por injúrias e ameaças a um agente da GNR de Guimarães durante uma operação de fiscalização realizada por aquele militar. O indivíduo alvo de detenção era o acompanhante do condutor de uma das viaturas fiscalizadas e vai ser hoje (30JUL2007) presente ao Tribunal de Guimarães.

Indivíduo de Guimarães

Valentim Loureiro

Diferenças

Desconhecido do público

Muito conhecido do público

Foi presente a Tribunal

O auto foi arquivado (não foi a Tribunal)

Sem funções de responsabilidade

Com funções na sociedade, autarca

Questão com agente da GNR

Questão com agente da PSP

O agente autuou-o

O agente não o autuou

Não era o responsável pela viatura

Era o responsável da viatura

Não tinha autoridade sobre o condutor

Tinha autoridade sobre o condutor

Semelhanças

Acompanhante do condutor

Acompanhante do condutor

Injuriou o agente da autoridade

Injuriou o agente da autoridade

Na sequência duma acção de fiscalização

Na sequência duma acção de fiscalização


segunda-feira, julho 30, 2007

Pombas nas cidades (2)


O pouco sentido de cidadania e de responsabilidade que leva ao incumprimento da lei, tem muito a ver com a ignorância e com o sentido de impunidade duma fiscalização ineficiente.
As disposições legais existentes sobre a alimentação das pombas e que pretendem proteger os cidadãos das doenças por elas transmissíveis são diariamente violadas. Também porque uma tradição popular de levar as crianças a dar de comer às pombinhas ainda está muito enraizada.
O caso presente, registou-se fotograficamente em Lisboa, na Rua do Cardal de S. José, entre vários prédios degradados que funcionam como pombais.
Foto 30072007

domingo, julho 22, 2007

Praias 2007. Algarve (VI)

Concluídas há cerca de um ano as obras na Praia da Rocha com evidente benefício para os utentes e concessionários da praia e restaurantes, registam-se já algumas anomalias bem características deste País e da falta de previsão. Previsão que obrigaria a ter serviços apropriados de beneficiação e manutenção, mas que não vem acontecendo a meio da época balnear apesar dos muito cartazes com indicação do responsável pela obra. Muitos azulejos da escada entre o Hotel Júpiter e o já demolido Hotel da Rocha ou partidos ou descolados; as passadeiras com pregos salientes e com buracos (dos nós da madeira que começam a saltar); outras passadeiras deslocadas ou partidas pela circulação de viaturas como se pode constatar na fotografia, em horas de plena utilização do areal.

Foto 21072007

segunda-feira, julho 16, 2007

Estacionamento selvagem (1)

Na generalidade das cidades e capitais da Europa ocidental o estacionamento está muito disciplinado e não se vê um único carro em cima dos passeios. Na capital portuguesa a indisciplina é total, como ainda nesta época, de férias de muitos lisboetas, se pode constatar na Rua Luís de Camões e que a fotografia documenta.

Neste bairro também se passou o problema da substituição de moradias uni-familiares, muitas então com jardim, por espaços de betão de maior altura e sem parqueamento compatível com a nova situação de maior número de moradores. Ganância e falta de planeamento que impediram medidas apropriadas para o estacionamento.

Será que a situação se resolve com as promessas do novo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa António Costa de tolerância zero em Setembro de 2007? Ou, sem soluções alternativas, que a concretização daquelas ameaças conduzirá apenas a um aumento de receitas para redução do deficit?

Foto 16072007

sábado, julho 14, 2007

Representação nacional? (1)

Assim andam as representações portuguesas em eventos transmitidos pela televisão para todo o Mundo:

Num jogo entre o Chile e Portugal nos oitavos de Final do Mundial Sub-20, que representava a última oportunidade de Portugal continuar na prova depois de vários desaires, o jogador português Zéquinha (camisola nº. 9) tirou o cartão vermelho da mão do árbitro que acabara de expulsar o seu companheiro Mano (camisola nº. 18) por agressão a um adversário e acabou, evidentemente, também expulso.

Este lamentável acontecimento pode ser visto em http://videos.sapo.pt/3r1nToiLSIAPfBsbdZWJ

Já aqui antes o referimos, a escolha para representantes de Portugal não só responsabiliza os atletas como também os dirigentes que os seleccionam. E o mau exemplo do (responsável? das equipas sub-20 e sub-21) Sr. José Couceiro, expulso do campo e suspenso por um jogo na fase inicial do campeonato de Sub-21 dias antes, por desobediência continuada, também televisionada, às instruções do 4º árbitro, não constituiu certamente uma boa bandeira para o nosso País e para os jogadores que orienta?

Aguardemos as penalizações disciplinares que também lhes deverão ser aplicadas pelos órgãos nacionais competentes.

quinta-feira, julho 12, 2007

Praias 2007. Algarve (V)

As falhas do sentido da responsabilidade são muitas vezes agravadas pela rotina com falta de sentido crítico. Sentido crítico que não está muito presente na educação e que leva a que se olhem para as coisas sem ver os erros, as contradições e as incongruências; e a não nos colocarmos no lugar dos outros avaliando se às questões ou dificuldades que se lhes possam deparar há respostas e soluções, o que, a não acontecer e existindo sentido crítico (obviamente construtivo), nos levaria a propor a quem de direito as acções mais convenientes.

Serve este intróito para, na linha de anteriores, assinalar mais algumas situações, em que quer os responsáveis, neste caso o concessionário e o seu pessoal, quer as entidades fiscalizadoras, não deram conta da situação quando a época balnear já vai avançada: Numa das áreas concessionadas da Praia da Rocha, de toldos azuis escuros, os elementos informativos colocados no painel junto ao material salva-vidas é o que as fotos mostram. Cor das bandeiras inexistente e alterada, falta de indicação dos contactos para emergência, etc... como se pode constatar. Situação completamente diferente doutras concessões, com quadros de modelo diferente e cores das bandeiras e telefones bem indicados.


Fotos 11072007 e 12072007

quarta-feira, julho 04, 2007

Cultura e atitude

Por nos permitir alguma reflexão, transcrevemos alguns extractos,
com sublinhado nosso, do artigo de António Pinto Leite,
publicado no Expresso, em 30 de Junho de 2007:


Elogio do entusiasmo

"Os portugueses, em vez de transformarem os problemas em soluções, transformam os problemas em depressões. Falta entusiasmo, energia vital, raça. Não é optimismo que nos falta, é pensamento positivo.

......

Falta entusiasmo na sociedade portuguesa.

A questão não é filosófica, é cultural.

A cultura é constituída pelo conjunto de crenças, de símbolos e de regras, tanto explícitas como subentendidas, que os membros de uma comunidade consensualizam para estruturar a vida em comum e uma convivência ordenada e agradável.

As pautas culturais constituem referências desde a nossa infância e delas absorvemos o essencial para a nossa perspectiva de vida, para a nossa atitude perante a vida.

A cultura de um país promove subtilmente a disposição colectiva para uma atitude positiva ou para uma atitude negativa.

A cultura portuguesa está impregnada de valores e de símbolos negativos. Escutar Portugal chega a ser penoso.

Em vez de perguntarmos com entusiasmo o que está por fazer, resmungamos culpas solteiras com o que deixámos de fazer.

.........

Os portugueses, em vez de transformarem os problemas em soluções, transformam os problemas em depressões.

Os problemas são desafios, não são fossas. As mudanças não são fatalidades, são oportunidades.

A pauta cultural leva algumas elites a maldizer ou porque se acham demasiado acima da pequenina realidade portuguesa, ou porque tiveram uma visão extraordinária e incompreendida que mais ninguém teve, ou porque, desde a infância, aprenderam que o desânimo inteligente desperta aceitação, chega mesmo a ser uma forma de «charme».

Em Portugal, a melancolia é chique, o entusiasmo é boçal.

Especialistas em encontrar culpados inimputáveis, os portugueses revêem-se nesse gratificante exercício inútil.

Quem feio ama, bonito lhe parece. Os portugueses é ao contrário: o bonito que amam, sempre feio lhes parece.

Falta entusiasmo, energia vital, raça. Não é optimismo que nos falta, é pensamento positivo.

O problema é que a pauta cultural de hoje está a formar as novas gerações. É esse o ponto preocupante que deve marcar a nossa reflexão."

Poluição visual (3)

É pena continuarmos a assistir à poluição visual do espaço público, como podemos ver na fotografia tirada hoje no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa.
Com a agravante de os anunciantes -bem identificáveis- divulgarem assim os seus produtos, sem custos (para os próprios) nem impostos , mas indo indirectamente ao bolso dos contribuintes que terão que pagar mais dia menos dia o restauro do que estragaram.

Foto 04072007

terça-feira, julho 03, 2007

Medidas pro-natalidade e família

Vale a pena ler o texto abaixo, de 03 de Julho de 2007, que não necessita de comentários, o qual transcrevemos parcialmente com a devida vénia, da APFN – Associação Portuguesa de Famílias Numerosas:

"O primeiro-ministro espanhol anunciou hoje a instituição de um subsídio de nascimento de 2500 Eur, em linha do que tem vindo a ser praticado na esmagadora maioria dos países europeus, cada vez mais preocupados, com razão, com a reduzida taxa de natalidade.

Recorde-se que, em Espanha, a taxa de natalidade já é crescente, mas, por estar longe dos desejáveis 2.1 filhos por casal, o governo viu-se na necessidade de aumentar os apoios às famílias com filhos, conforme tem vindo a ser insistentemente lembrado pela Comissão Europeia.

Por cá, sucede precisamente o contrário, apesar de Portugal ser dos raros países europeus com taxa de natalidade decrescente. Os resultados de 2006, ainda não divulgados pelo INE, irão apresentar o resultado do agravamento da política anti-natalista por parte deste governo que, não satisfeito, recentemente anunciou o aumento das taxas moderadoras para crianças até aos 12 anos, e isenção das mesmas taxas para as mulheres que abortam!

............."

domingo, julho 01, 2007

Boa vontade com ingenuidade

Circularam e ainda circulam na Internet há vários meses uns pretensos avisos duma entidade de segurança pública inexistente no nosso país (Secretaria da Segurança Pública - Superintendência da Policia Técnico-científica), sobre sinais que grupos de ladrões colocariam em casas, que teriam sob vigilância, com indicações sobre as facilidades e dificuldades para as assaltar. Uma sinalização, tipo código, que atemoriza as pessoas e as leva a difundirem-na de imediato pelas pessoas das suas relações, estimulados pela facilidade do seu reenvio por e-mail. Claro que aproveitando a situação, ainda há uns “brincalhões” que se aproveitam desta "informação" para pregar alguns sustos aos desprevenidos!

A Junta de Freguesia de S. José caiu no logro e ingenuamente colocou avisos à população conforme a fotografia abaixo, alertando-a para estes “sinais”. Esperemos que o ingénuo, que tão boa vontade revelou nesta divulgação, já tenha dado pelo logro.


Foto 22062007(001)