Lamentável cartão de visita!Foto 17012008
Contribuir para o aumento da consciência cívica dos portugueses; promover uma cultura de cidadania responsável e exigente; alertar para os efeitos nocivos da corrupção; veicular situações de falta de transparência.


José Botelho de Carvalho Araújo
Oficial da Armada, morto em combate no mar em 1918 contra os alemães
n. 18 de Maio de 1881 - f. 14 de Outubro de 1918
José Botelho de Carvalho Araújo, nasceu a 18 de Maio de 1881, na freguesia de São Nicolau, da cidade do Porto onde seus pais, que viviam em Vila Real, se tinham deslocado em visita a familiares.
Ingressou na Escola Naval, onde assentou praça, como aspirante de Marinha, em 12 de Outubro de 1895.
A título póstumo foi condecorado com a Cruz de Guerra de 1ª classe, Medalha de Prata comemorativa das campanhas do Exército Português no mar 1916/17/18 e condecorado com o 2º Grau da Ordem Militar da Torre e Espada, tendo sido por diversas vezes louvado.
Carvalho Araújo faleceu no dia 14 de Outubro de 1918 a bordo, no seu posto em combate contra os alemães, na ponte do Caça-Minas “Augusto Castilho”, que nesse dia em plena 1ª Guerra Mundial escoltava o vapor São Miguel, no mar dos Açores, que navegava do Funchal para Ponta Delgada.

O Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Marítimo, criado em 1994, é dirigido pelo Ministro da Defesa Nacional, que para o efeito é apoiado por uma comissão consultiva a quem deve competir, nomeadamente (com sublinhado nosso):
Acompanhar a evolução e avaliar a importância das inovações surgidas,... bem como o impacte delas resultante nas operações de busca e salvamento marítimo, ....;
Examinar as informações relativas às operações de busca e salvamento, avaliar a eficácia das medidas em vigor e propor os melhoramentos necessários;
Aconselhar, com base na experiência recolhida pelos serviços... sobre a melhor utilização dos meios, equipamentos e materiais de busca e salvamento marítimo, bem como sobre a necessidade de novas aquisições;
Propor os procedimentos que considere mais apropriados relativamente à utilização de navios e aeronaves em operações de busca e salvamento marítimo;
Aconselhar sobre os aspectos normativos e administrativos dos organismos relevantes para a busca e salvamento marítimo.
Tudo isto não foi feito de 2004 até pelo menos aos princípios de 2007, em resultado de a Comissão não ter estado em funcionamento.
O que é que a embarcação estava a fazer naquela zona e tão próximo de terra em situação de perigo muito acrescido?
Porque é que o pessoal embarcado não envergava os coletes de salvação quando seria mandatório que assim estivesse naquelas circunstâncias?
A falta de respostas e de confrontação com a verdade poderá constituir uma justificação para não prejudicar o direito das famílias aos seguros?
Não será de confrontar os profissionais do mar com a realidade, prevenindo assim a ocorrência de idênticos casos no futuro?
Do Relatório da Inspecção-Geral do MDN, com sublinhado nosso, é interessante reter o que foi escrito, em especial a suavidade da forma como foram tratadas estas questões, em nosso entender básicas para a salvaguarda de vidas humanas e quando estavam e estarão em causa as próprias vidas dos navegantes:
Reputa-se muito importante desenvolver uma cultura de salvaguarda da vida humana no mar e melhorar os procedimentos, pelos navegantes, no que respeita à emissão de pedidos de socorro.
Importa, assim, aumentar o esforço pedagógico junto das comunidades piscatórias e outros navegantes visando a sensibilização para a importância do uso correcto dos equipamentos individuais de salvamento e para a indispensabilidade de activar os instrumentos de socorro disponíveis, em tempo e com a margem de resguardo necessária a uma eficaz actuação dos meios de salvamento.
O Ministro da Defesa Nacional mandou proceder a uma auditoria, feita pela Inspecção-Geral do Ministério da Defesa Nacional (MDN), divulgada sob o título:
CONCLUSÕES DO RELATÓRIO DA AUDITORIA AOS PROCEDIMENTOS DE BUSCA E SALVAMENTO EM VIGOR NA MARINHA E NA FORÇA AÉREA
http://www.portugal.gov.pt/Portal/Print.aspx?guid=%7B48512C78-5C8C-4174-9CC5-7CCDEDB8364A%7D
Já nos tinha causado estranheza que a Comissão Consultiva para o Sistema da Busca e Salvamento Marítimo não se tivesse pronunciado e mesmo substituído à Inspecção-Geral. Nas competências da comissão consultiva, criada no princípio de 1994 como órgão de apoio ao Ministro, prevê-se aquela função, como analisaremos noutra altura.
Mas o Relatório, ou as suas Conclusões, permitem-nos conhecer este aspecto da realidade, cuja gravidade não vi até hoje apreciada e devidamente imputada:
A comissão consultiva para o Sistema de Busca e Salvamento Marítimo não reunia à data da auditoria (2007) desde 2004.
Quem foram então os responsáveis desde 2004?
Para além do actual Ministro da Defesa Nacional Prof. Nuno Severiano Teixeira, em funções desde 03 de Julho de 2006.
(XVII Governo Constitucional)
Dr. Luis Filipe Marques Amado
(XVII Governo Constitucional)
De 12 de Março de 2005 a 3 de Julho de 2006.
Dr. Paulo Sacadura Cabral Portas
(XVI Governo Constitucional)
De 17 de Julho de 2004 a 12 de Março de 2005.
Não seria de acrescentar nada, a título informativo, nesta placa toponímica?.jpg)
No mínimo Rua Bernardo de Passos, 1876-1830, Poeta.
Bernardo de Passos nasce a 29 de Outubro de 1876 e morre em Faro, a 2 de Junho de 1930.
Foi poeta (descobriu a veia por volta dos nove anos).
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Curiosa esta caracterização para a posteridade de Eduardo Fernandes. Parece que estamos num concurso de televisão, ou que a generalidade das pessoas terá de se fazer acompanhar dum dicionário de língua portuguesa. Quem nos saberá explicar porque não escreveram antes médico?
O Largo Azeredo Perdigão, em Lisboa, junto à Avenida de Berna e às instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, tem estado assinalado como as fotografias documentam.
Esta assinalável falta de zelo, também incompreensível, levou a pensar um passante que ali estaria a campa do Dr. Azeredo Perdigão.Fotos 09092007 e 08112007(11)
Fernão Lopes (~1378/1380 — 1459?) foi funcionário do paço e notário, nomeado cronista pelo rei D. Duarte, escreveu as crónicas dos reis D. Pedro I, D. Fernando e D. João I (1.ª e 2.ª partes). Guarda-Mor da Torre do Tombo.
Nasceu em Lisboa cerca de 1380, numa família de camponeses ou de mesteirais. Terá frequentado a Escola Catedral de Lisboa. 1418: Regista-se o mais antigo documento existente sobre o cronista, revelando a sua condição de Guarda-Mor da Torre do Tombo. Assinala-se também a sua posição como escrivão de D. João I e do infante D. Duarte. 1419: Por ordem do infante D. Duarte, começa a redigir a Crónica dos Sete Primeiros Reis de Portugal; escreve depois as crónicas de D. Pedro e D. Fernando, bem como as duas primeiras partes da crónica de D. João I. 1422: Exerce a função de escrivão da puridade do infante D. Fernando. 1434: D. Duarte, acabado de subir ao trono, concede ao cronista uma tença de 14 000 réis anuais e carta de nobreza, como reconhecimento pelos seus méritos. Passa a usar o título de «vassalo de el-rei». 1451-52: A idade avançada obriga-o a afastar-se do seu trabalho na Torre do Tombo vindo em 1454 a ser substituído no cargo de «guardador das escrituras do Tombo» por Gomes Eanes de Zurara. 1459: Fernão Lopes terá morrido pouco tempo depois, provavelmente em 1460.
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Foto 06112007(001)
Nesta placa toponímica de Sintra (ex-Cintra), parece-nos culturalmente insuficiente a indicação ali constante, apenas Rua Marechal Saldanha, até por comparação com outras mais completas existentes nas proximidades.
Quando viveu e em que se distinguiu? Haverá certamente sobre o Marechal Saldanha algo mais a acrescentar nesta placa, que elucide quem por ali passe. No mínimo o período em que viveu: 1790 - 1876.
João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun (Azinhaga, Golegã, 17 de Novembro de 1790 — Londres, 21 de Novembro de 1876), 1.º conde, 1.º marquês* e 1.º duque de Saldanha, foi um marechal do exército português. Homem de Estado do tempo da Monarquia constitucional, influenciou de forma substancial o rumo dos acontecimentos do país ao longo de meio século. Foi inúmeras vezes ministro, assumindo designadamente as pastas da Guerra e dos Negócios da Fazenda. Foi também, por quatro vezes, primeiro-ministro de Portugal (em 1835, entre 1846 - 1849 e 1851 - 1856 e em 1870).
Era poliglota, falava francês, inglês e espanhol. Durante o seu governo no Rio Grande do Sul, no qual tomou posse em 20 de Agosto de 1821, conseguiu manter Porto Alegre relativamente em paz, a despeito das constantes manifestações em prol de mais liberdade política para a província. Em 08 de Agosto de 1822 é chamado de volta ao Rio de Janeiro.
Pela via materna (Maria Amália de Carvalho e Daun) era neto do marquês de Pombal.
Nota* Marquês de Saldanha foi um título nobiliárquico criado pela Rainha D. Maria II de Portugal, por decreto de 27 de Maio de 1834, a favor do Marechal João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun, em substituição do título de Conde de Saldanha que lhe havia sido concedido a 14 de Janeiro de 1833. Ao mesmo Marechal Saldanha, foi-lhe concedido o título de cortesia de Duque de Saldanha a 4 de Novembro de 1846.

Em “post” / mensagem de 30 de Junho de 2007 lamentámos que ainda constasse junto ao Campo das Cebolas, em Lisboa, um sinal indicativo de estacionamento do Estado com indicação dum Ministério que já não existia desde 2005. Vá lá que (só) ao fim de 2 anos - e apesar de ali estar diariamente um soldado da GNR (Brigada Fiscal) a controlar a utilização do espaço -, a situação foi agora finalmente corrigida, como a fotografia mostra.
Fotos 19062007 e 29102007