domingo, abril 22, 2007

Normas de toponímia de Lisboa. Violações (2)


Esta placa toponímica, a necessitar de urgente restauro, em plena Baixa de Lisboa, nas proximidades do Largo do Carmo, não satisfaz nenhum dos cinco critérios de toponímia da Câmara Municipal.

De quem se trata? Do Almirante Pessanha 1º, 2º ou 3º Almirante de Portugal, título concedido pelo Rei de Portugal D. Dinis? Provavelmente de Manuel Pessanha o 1º Almirante de Portugal e uma referência à época não seria certamente desajustada -Séc. XIII / XIV-!

Manuel Pessanha (nome italiano Pezagno, depois aportuguesado) foi um genovês que entrou ao serviço de Portugal, no tempo do rei D. Dinis, tendo-o este encarregado de reorganizar a ainda modesta armada portuguesa, conferindo-lhe em troca o título de Almirante de Portugal. Dos seus primeiro e segundo casamentos, nasceram respectivamente Bartolomeu Pessanha e Lançarote Pessanha, que lhe sucederam à frente do almirantado Almirante de Portugal como 2º e 3º Almirantes.

O Almirante Manuel Pessanha participou nas batalhas navais entre Castela e Portugal no tempo de Afonso IV de Portugal e Afonso IX de Castela, tendo sido feito prisioneiro dos castelhanos em 1337, após a derrota na Batalha do Cabo de São Vicente (foi libertado em 1339). Mais tarde, em 1341, participou num ataque a Ceuta, considerada um refúgio de piratas marroquinos que depredavam regularmente as costas do reino do Algarve.

Foto 09032007(005)

quinta-feira, abril 19, 2007

Normas de toponímia de Lisboa. Violações (1)

As normas que a Câmara Municipal de Lisboa tem em vigor para a toponímia de Lisboa são as abaixo descritas, como se pode confirmar em:

http://www.cm-lisboa.pt/?id_categoria=96&id_item=5802

Divisão de Alvarás, Escrivania e Toponímia
Campo Grande, 25 - 1º B 1749-099 Lisboa

E então, onde se enquadram os casos de que iremos dando conta, como por exemplo o desta foto? E já agora não seria conveniente divulgar quem foi Brás Pacheco?


Tipos de placas usadas na Toponímia de Lisboa

I
Pintada directamente nas fachadas dos prédios, a preto com letras brancas, ou em azulejo clássico, para os arruamentos de bairros típicos da capital, como Alfama e Castelo.

II
Placa de pedra com letras pretas fixadas nas fachadas dos prédios, para os diversos arruamentos.

III
Placa de pedra com letras pretas ou douradas, de tipo romano, fixadas com pregos metálicos bronzeados, para os arruamentos da Baixa Pombalina, como na Rua Augusta ou Rua de S.Julião.

IV
Placa de pedra com letras pretas, assente sobre pilar, para os arruamentos onde não existem prédios de gaveto nos pontos de acesso, como no Bairro do Restelo.

V
Placa em azulejos com bordadura a rectângulos esquartelados a preto e branco e encimados pelo brasão da cidade, como sucede na Rua Eduardo Bairrada.


Foto 18042007



quarta-feira, abril 11, 2007

Castelo de Belmonte


No restauro do Castelo de Belmonte podemos ver logo à entrada o que a imagem documenta.

Com toda a franqueza choca-nos. Não haveria uma melhor solução?





Fotos 31032007 (001) e DSCN1833(2)

terça-feira, abril 10, 2007

Poluição visual (1)


Em Lisboa, na Baixa Pombalina.


Sem comentários, à atenção das autoridades (in)competentes.

Foto 09032007(006)

quarta-feira, março 28, 2007

Toponímia e Cultura VI

A Rua Bulhão Pato, em Lisboa, está assinalada como a placa fotografada indica. E será esta indicação suficiente? Para muitos o que sabem apenas se relaciona com um prato culinário de amêijoas.

E de que Bulhão Pato se trata afinal?

De Raimundo António de Bulhão Pato, Escritor – Poeta, n. 03MAR1829 e f. 24AGO1912 ou de seu pai Francisco Bulhão Pato, também Poeta ?

Ou será uma rua dedicada à Família Bulhão Pato?

segunda-feira, março 26, 2007

Pergunta de casa na TV

Nalguns concursos televisivos tem sido incluída uma chamada “pergunta de casa”, à qual os telespectadores são convidados a responder ligando para um telefone fixo indicado no programa ou no teletexto.

No caso agora em apreço, a RTP1 no concurso “Um contra todos” indica a pergunta e três alternativas de resposta a que se pode responder para o telefone 760300234, com custo de chamada de 0,60€ + IVA. O prémio oferecido que era em tempos de 750€ foi recentemente aumentado no novo figurino do concurso para 2000€.

A pergunta é normalmente de muito fácil resposta, tal como noutros concursos, em que para mais, ao longo do programa, vão sendo dadas alguma ajudas facilitadoras. Por exemplo em 16 de Março de 2007 a pergunta era “Em que cidade se encontra a Torre Eiffel?” com as tais três alternativas de resposta, necessariamente com Paris incluída.

O “feliz” contemplado, certamente não por acaso, nunca é anunciado no próprio dia em que a pergunta é formulada e o tempo para resposta é normalmente muito longo, certamente até estar reunido (ou largamente ultrapassado) o valor do prémio em chamadas recebidas. Caso a pergunta fosse difícil o número de respondentes seria por certo reduzido, com prejuízo para a casa. E qual o critério de atribuição do prémio aos inúmeros respondentes que acertam?

Não há aqui falta de transparência?
Num canal não privado e de serviço público esta falta de clareza não nos parece admissível!

domingo, março 18, 2007

Toponímia e Cultura VII

A Rua Tomás Ribeiro, em Lisboa, está laconicamente assinalada como a fotografia documenta. Mas quem foi o Senhor Tomás Ribeiro? Em que época viveu e o que fez para merecer destaque numa das ruas da capital?

Terá sido o Tomás António Ribeiro Ferreira que viveu entre 1831 e 1901, Escritor – Deputado – Ministro ?

Não se justificará que o departamento competente da Câmara Municipal de Lisboa reveja este tipo de situações?

sábado, março 17, 2007

Sinalética (1)

Na zona do Palácio de Belém e dos Museus da Presidência da República e dos Coches estão estas sugestivas tabuletas, de "ajuda aos fisiologicamente mais necessitados". Mas prioritariamente aos estrangeiros de língua inglesa que serão os que mais rapidamente se aperceberão da sinalética, esquecida na placa a língua de Camões.

Se fosse nos tempos do Presidente Jorge Sampaio em Belém, de conhecida costela anglo-saxónica, ainda se compreenderia!

Foto 10032007

sexta-feira, março 16, 2007

Vigilância nas praias. Estruturas para nadador-salvador

Aproximando-se rapidamente o início da época balnear e pretendendo-se que para alguns não se aplique nas praias vigiadas por motivos que lhes são alheios "Há mar e mar, há ir e não voltar", pretendemos trazer para discussão a necessidade de estruturas elevadas que permitam maior visibilidade aos nadadores-salvadores: que eles próprios sejam mais facilmente localizáveis, tarefa muitas vezes difícil, em zonas de grandes massas humanas, confundidos com os banhistas como já documentámos em "posts" anteriores do Algarve. Com a acrescida vantagem de que essas estruturas possam servir para mais fácil referenciação nas praias, inclusive entre os menos frequentadores e as crianças (como em tempos idos se fazia com as chamadas Bolas Nivea, passe a publicidade, que se calhar será necessária dadas as carências do Estado).

Só que não se vá para a solução que as fotos documentam, da saudosa Praia de S. João da Costa de Caparica: sem cobertura para o Sol e calor, será este modelo adequado para aí fixar algumas horas um nadador-salvador?
Há certamente melhores e mais funcionais soluções, mas avancemos com elas depressa sem necessidade de convocação de comissões especializadas para aconselhamento dos Ministros da tutela, que dada a especificidade da estrutura podem ser vários (o que não é simplificador do processo!).

quarta-feira, março 14, 2007

Toponímia e Cultura V


Já aqui referimos que não conseguimos perceber as razões de critérios tão diferenciados nas placas toponímicas de algumas cidades portuguesas, quer quanto ao texto quer quanto à apresentação.

Parece-nos, por um lado, de elementar justiça realçar para a posteridade os aspectos em que os homenageados se distinguiram e que merecem a nossa admiração, por outro, reforçar esse respeito, facultando ao cidadão um melhor conhecimento daquele personagem, não o reduzindo a um simples e frio nome de rua.

Aqui daremos bons e maus exemplos, começando por casos de Lisboa, sempre com esperança que o assunto mereça melhor atenção da autarquia.


E de que Anchieta se trata? Certamente que do Padre jesuíta José de Anchieta, ou será, se calhar para alguns, da cidade turística brasileira Anchieta?

sexta-feira, março 09, 2007

Esclarecimento da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS)

Sobre o assunto tratado no nosso "post" anterior e em confirmação do que dissémos, foi divulgado pela SIBS o seguinte:

Esclarecimento da SIBS

A Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), informa, na sequência da circulação de mensagens electrónicas via e-mail que referem a utilização invertida do código secreto dos cartões (PIN) como mecanismo de alerta das forças policiais em caso de assalto, que:

1 – As informações são falsas.

2 – A referida técnica, de introdução do PIN “invertido”, não funciona na rede de Caixas Automáticos Multibanco.

3 – A SIBS não tem informação sobre a implementação desta técnica em qualquer país europeu ou de qualquer outro continente.

A SIBS aproveita para relembrar as boas regras de gestão do código secreto do cartão na rede Caixa Automático Multibanco:

• O código secreto é pessoal e intransmissível e deverá ser memorizado.

• Nunca, em circunstância alguma, divulgue o código secreto (Código Pessoal ou PIN).

• Assim que receber o código secreto memorize-o e destrua o envelope de informação do mesmo; caso pretenda guardá-lo, não o deixe em lugar visível e/ou facilmente acessível.

• Não deve igualmente escrever o Código secreto no próprio cartão, nem em qualquer outro documento que tenha junto do cartão;

• Se pretender alterar o código pessoal, não utilize conjugações de 4 dígitos de fácil apropriação (por exemplo, o ano de nascimento ou o dia e mês de aniversário).

As informações que circulam via e-mail sobre utilização invertida do PIN são falsas.

domingo, março 04, 2007

Aldrabices na NET (1)


Código invertido do cartão MULTIBANCO

Circula há dias na Internet este aviso que transcrevo tal como o recebi por diversas vezes, porque se tem multiplicado, lamentavelmente, em progressão geométrica:


“Se for alguma vez, forçado por um ladrão a retirar dinheiro do multibanco, pode avisar a policia imediatamente, digitando o código ao contrário. Por exemplo, se o seu código for 1234, entao digite 4321. A máquina reconhece que o código está invertido de acordo com o cartão que acabou de inserir. De qualquer maneira a ATM dará o dinheiro, mas para o desconhecimento do ladrão, a policia será imediatamente acionada / enviada para ajudar.

Esta informação foi recentemente publicitada, e declara que isso raramente é usado porque as pessoas não sabem da existência deste mecanismo de defesa.

É uma informação extremamente útil e necessaria.”

Ora é triste ver que perante estes “amáveis” avisos, aparentemente úteis ou atentos às preocupações das pessoas, os destinatários não parem uns segundos para pensar ou para se esclarecerem junto de quem o possa fazer.

Exemplos que à partida invalidam a “teoria”:

a) 4114 ou qualquer capicua. O inverso é exactamente igual 4114. Então neste caso como se distingue? Não se aplica o procedimento?

b) 2622, em que o inverso é 2262 ou qualquer número do género. A máquina certamente que considera erro do código ou será que iria considerar um inverso actuando os meios indicados?

Sejamos mais críticos ao que recebemos e não corramos a validar e difundir estes novos contos do vigário, que no caso em apreço não causa prejuízos materiais mas pode ter consequências graves e imprevisíveis para quem, numa situação real, junto a um ladrão, pense que este método é eficaz.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Toponímia e Cultura IV


Confrange-me que estas placas que assinalam a “Avenida João XXI” na cidade de Lisboa, não sejam simultaneamente pedagógicas. Sem dificuldade e custos de maior, ganhariam muitos incultos e turistas com informação adicional sobre este grande homem do século XIII (Pedro Julião /Pedro Hispano) que foi o 188º Papa da Igreja Católica, único Papa português até aos nossos dias. Aqui ficam à (des)atenção da CML sugestões de informações mínimas a acrescentar:

n.1215 Lisboa – f. 1277 Viterbo

ou

188º Papa 20SET1276 – 20MAI1277


domingo, fevereiro 11, 2007

Prevenção rodoviária (1)

A prevenção rodoviária, como a prevenção de qualquer natureza, implica precaver, acautelar, actuar ou avisar com antecedência. O que também envolve, necessariamente, observar e reavaliar.

Constata-se que essa responsabilidade de “observatório” das vias de circulação rodoviária (não esquecendo a pedonal que a ladeia), para onde (especialmente pelos cidadãos activos, a par dos próprios serviços) possam ser encaminhadas as anomalias e sugestões tendentes à melhoria da segurança das pessoas e do transito, ou não está claramente assumida ou, muitas vezes, dispersa por várias entidades que não conseguem uma apreciação e solução dos problemas de forma global.

A título de exemplo:

Observe-se a colocação da passadeira que as fotografias (tiradas em 30DEZ2006) documentam (Portela – Loures), imediatamente a seguir a uma curva a 90/100 graus, quer do ponto de vista do condutor dum veículo quer dos peões que atravessam a passadeira da esquerda para a direita.



Quem deve reavaliar estas situações? Quem se deve alertar?

Ou será necessário, à boa maneira portuguesa, que primeiro haja um acidente?

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Modernização administrativa

No Diário da República, 1.a série—N.o 25—5 de Fevereiro de 2007 pode ver-se um primeiro passo para este quatro-em-um* que passa a ser o cartão de cidadão. As Portarias dos Ministérios envolvidos e a adequação dos serviços de identificação completarão o quadro necessário à efectivação desta medida, sem necessidade de honras fúnebres ao Bilhete de Identidade de Cidadão Nacional.

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Lei n.o 7/2007 de 5 de Fevereiro - Cria o cartão de cidadão e rege a sua emissão e utilização

1—O cartão de cidadão contém os seguintes elementos visíveis de identificação do seu titular:

a) Apelidos;

b) Nome(s) próprio(s);

c) Filiação;

d) Nacionalidade;

e) Data de nascimento;

f) Sexo;

g) Altura;

h) Imagem facial;

i) Assinatura;

j) Número de identificação civil*;

l) Número de identificação fiscal*;

m) Número de utente dos serviços de saúde*;

n) Número de identificação da segurança social*.

2—Na ausência de informação sobre algum elemento referido no número anterior, o cartão de cidadão

contém, na área destinada a esse elemento, a inscrição da letra «X» ou de outra menção prevista na lei.

domingo, fevereiro 04, 2007

Civismo (3)

Para grandes males , grandes remédios!

Trata-se dum curioso aviso, em espaço semi-público pelo qual transitam hóspedes, nas traseiras de um Hotel, em Fátima, estando aparentemente a dar resultado.

E esta situação particular, levanta-nos uma questão mais geral.

Será que apenas pela fiscalização e exercício da autoridade se consegue manter a limpeza dos espaços comuns e dos espaços públicos?

Lamentavelmente ainda nos parece que sim, sem tendência (educação) para melhorar.

sábado, fevereiro 03, 2007

Civismo (2)


A frequência com que se vêem situações como a que a fotografia documenta, denotam o grau de civismo que lhes está associado. Instalados no seu comodismo, para não se deslocarem umas dezenas de metros, alguns moradores poluem o ambiente e o espaço, auto-justificando-se com a reduzida dimensão do recipiente para o lixo, sem quererem perceber que não foi para isso que foi criado!


sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Civismo (1)

Curiosa, lamentavelmente, esta fotografia tirada neste mês de Fevereiro de 2007 em Lisboa:
Os carros nos passeios e os peões por onde podem! E se calhar, como ali é frequente, os peões aliarem à sua desgraça o facto de serem cegos?

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Associação CAIS

A associação de solidariedade social CAIS, merece-nos todo o respeito pelo apoio que proporciona aos sem-abrigo, em especial através da venda da revista CAIS e do apoio que essa venda proporciona aos elementos que nela se empenham. Mas se nos primeiros anos de venda da revista os vendedores eram cordatos limitando-se ao anúncio e tentativa de venda da revista, já o mesmo se não passa ultimamente em muitos locais, nomeadamente nalguns em Lisboa. Para além de uma venda quase agressiva e demonstrando evidente desagrado quando não se compra a revista, após a recusa a insistência continua com o pedido de dinheiro para comida, uma sopinha, etc…

O que nos leva aqui a referir estes procedimentos que consideramos inconvenientes, é que a rejeição que nos provoca e que temos presenciado noutras pessoas, poderá pôr em causa, se não já o pôs, todo este interessante processo de ajuda e solidariedade.

Será que o código de conduta publicado no respectivo Sítio em www.cais.pt ponto “5. O vendedor não pode, em situação alguma, usar o nome da CAIS para mendigar ou pedir o que quer que seja do público” não é claro e se presta a diferentes interpretações?

terça-feira, dezembro 05, 2006

Autarquias (1)



Vale a pena ler e refletir sobre o Editorial da Revista do Cofre de Previdência - Informação aos sócios nº 42 de SET-OUT-NOV 2006 do seu Presidente da Direcção Manuel Móscas.

Como se justificam tantos anos de demora na aprovação de projectos de construção apresentados em duas diferentes Câmaras Municipais por esta instituição de utilidade pública?