terça-feira, junho 19, 2007

Filas de espera (1)

Lamentavelmente, mas com frequência, quando se está a ser atendido ao balcão depois de se ter permanecido em pé numa fila, aparece alguém ao nosso lado, a apoiar-se no balcão para descansar, ou a esperar uma oportunidade para fazer uma pergunta. Invariavelmente também segue com alguma atenção a nossa conversa, que, mesmo que não seja reservada, torna a situação desagradável.

Em boa hora se vão estabelecendo formas ou linhas limitadoras do acesso, mas nem sempre o espaço, que dista do balcão ou guiché ao local de espera, o permite. E para algumas pessoas essas linhas nem sempre parecem ser esclarecedoras!

Daí que a solução que se mostra na fotografia junta, com a legenda bem explicativa, nos parece ser uma boa opção. Esperemos que seja!

Foto 12062007

segunda-feira, junho 18, 2007

Jornalismo de qualidade? (1)

Na Edição do Diário de Notícias de 18 de Junho de 2007, na 1ª página, repito, na primeira página, veio publicada a imagem e texto que se mostra.

Inserida entre duas notícias, embora em cor diferente, remete-nos para maior desenvolvimento à página 61. “Ladra”, “Nelly Furtado foi filmada a roubar jóias” e “Canal AXN passa as imagens amanhã”, são as expressões usadas no texto. Na página 61 e só aí podemos finalmente verificar que se trata de publicidade ao papel que a actriz desempenha numa série de televisão.

Dispenso-me de comentar esta técnica, que não se coaduna(va) com o jornal em questão.


segunda-feira, junho 11, 2007

Espaço temático em Fátima

Visitei há pouco tempo o espaço temático Vida de Cristo em Fátima, visita que custa por pessoa o preço indicado na cópia do bilhete junto.


Com interesse relativo, mas mais adequado a toda a envolvente do Santuário do que todo o horror urbanístico e arquitectónico de Fátima (para não falar da falta de planeamento e adequação das acessibilidades, suficientemente postas à prova no passado dia 13 de Maio com a perturbação de quem circulava para outros destinos na A1). E com figuras em poses mais naturais do que os "bonecos" do Museu de Cera.
Mas um reparo essencial a um aspecto incompreensível num local tão visitado por estrangeiros: As placas explicativas, com extractos da Bíblia, que ilustram as diferentes "salas", estão escritas em português e só nesta língua. A solução tão usada nos nossos Museus, em que se disponibilizam os mesmos textos em diferentes línguas em escaparates apropriados, parece-nos fácil, barata e evidente.
PORTANTO, A CORRIGIR COM URGÊNCIA PELOS RESPONSÁVEIS.

domingo, junho 03, 2007

Pombas nas cidades (1)

Esta imagem obtida na cidade de Lisboa, é também frequente noutras localidades. Muitos pombos e pombas nas fachadas e telhados dos edifícios, alimentados carinhosamente pela população, mas no desconhecimento das possíveis consequências.

O pombo, para além da transmissão de doenças, algumas delas com elevada perigosidade, é um portador natural de parasitas perigosos que se podem transmitir com facilidade aos seres humanos (Ex: Criptococose, Salmonelose, Ornitose e Psitacose, Tuberculose aviária).

É possível reconhecer os pombos doentes e isolá-los, no entanto, por vezes, a colónia apresenta mais de 60% de elementos enfermos, sendo então difícil resolver o problema sem recorrer ao seu abate, o que levanta problemas junto dos sectores mais sensíveis da opinião pública.

A transmissão de doenças não implica o contacto directo com os animais. Junto de ninhos e zonas de criação, este problema é particularmente premente. O carrapato do pombo entra facilmente nas zonas de habitação na busca de um organismo vivo que lhe sirva de hóspede.

Os pombos descansam, durante o seu voo diurno, nas varandas e parapeitos, sacudindo as suas asas e as suas penas, lançando desse modo dezenas de carrapatos para as suas zonas de pouso.

Por outro lado, os excrementos dos pombos, que nalguns locais atingem vários centímetros de espessura, servem de depósito de bactérias e vírus que passam para os seres humanos através do ar que respiramos.

Foto 30052007(002)

sábado, junho 02, 2007

Símbolos Nacionais (1)

Os símbolos nacionais são bens jurídicos considerados dignos de tutela penal, que merecem deferências, hoje mal-lembradas ou mesmo desconhecidas em muitos elementos da sociedade portuguesa.
Um desses símbolos é o Hino Nacional – A Portuguesa, cuja letra convirá recordar:

A Portuguesa

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,

Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há - de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Sendo o Patriotismo o sentimento de amor e devoção à pátria, através de atitudes de devoção para com a sua pátria podemos identificar um patriota. Há diferentes tipos de patriotismo e diferentes tipos de mostrar como são devotos ao seu lugar de origem.

Será este o caso, o do proprietário da viatura registada na fotografia, estacionada há uns tempos junto ao Ministério das Finanças, em Lisboa?

Foto 26042007

segunda-feira, maio 28, 2007

Estado português pessoa de bem? (1)

Permito-me transcrever, com a devida vénia, de Pedro Vassalo:
"São retratos pessoais, experiências que acontecem a todos, e todos os dias. De uma vez é a espera, do tamanho de uma manhã, na segurança social por um erro que a própria administração causou. Pedem-se desculpas, explica-se que dos sete funcionários três não estão, vá-se lá saber porquê, que a hora do almoço já nunca acontece, que o computador não funciona, que o sistema vai abaixo, que a colega do serviço A é que sabe do assunto, mas que hoje, foi só hoje, não pode atender. No guichet, à porta do serviço, sucedem-se as reclamações, porque se cobrou indevidamente, porque as guias estão trocadas, porque ficaram de mandar uma carta que nunca chegou, porque a conta foi penhorada mas tudo está pago, porque isto e aquilo."

Num condomínio da Urbanização da Portela, que conheço bem, foi recebida da Segurança Social uma conta de (pretensas) dívidas do prédio dos últimos 15 anos, num total de cerca de 10000 €, contendo ameaças de penhora , etc... Reunidas de emergência todas as administrações do prédio daqueles períodos, foi possível recuperar todos os recibos de pagamento, comprovando-se que tudo tinha sido pago, não havendo portanto a registar qualquer dívida. Neste caso, como doutros que são do nosso conhecimento, nem um pedido de desculpas nem o assumir de que a pretensa dívida não existia ou estava afinal saldada, tendo a administração pública ficado por esta indevida forma com as contas em dia e sem qualquer esforço dos respectivos funcionários, compensados assim da inoperância, desses ou doutros, nos anos anteriores.

Será este um processo de criar a confiança dos cidadãos no Estado?

quarta-feira, maio 16, 2007

Escrever bem português? (1)

No IKEA em Alfragide:

a) pode ser ficar no exterior

b) pode ficar no exterior

c) pode ser deixado no exterior

d) pode ser deixado ficar no exterior


Foto 11052007

terça-feira, maio 15, 2007

Toponímia e Cultura VIII



A República foi proclamada dos Paços do Concelho (actual Câmara Municipal) em Lisboa, em 5 de Outubro de 1910.
A Avenida 5 de Outubro, assinalada laconicamente como a fotografia documenta, não poderia ser melhor caracterizada? Em baixo, no mínimo a indicação do ano.

A nossa identidade, que não é estática, constrói-se e alicerça-se na memória histórica.

Foto 13052007(001)

segunda-feira, maio 14, 2007

Sinalética (2)


Quem entra de carro na Praça da Figueira em Lisboa, depara-se com este conjunto de sinalização ilustrado na fotografia.
Mesmo no caso do semáforo estar vermelho em que o veículo pode parar, haverá tempo para o condutor ler e interpretar tanta informação?

Foto 14052007

terça-feira, maio 01, 2007

Oceanário de Lisboa

Parque de estacionamento temporário ou definitivo?

O edifício do Oceanário e o seu espaço envolvente ficam certamente prejudicados com a transformação dum espaço temporário de serviços, que compreendemos necessário, em parque de estacionamento permanente, que não compreendemos e não aceitamos. A bem da estética daquele espaço, para nós e para quem nos visita.

O abandalhamento não pode fazer parte de quem serve e de quem dirige aquele local.

Foto 01052007

domingo, abril 29, 2007

Poluição visual (2)







Continuam patentes em vários pontos da cidade de Lisboa, colados nas caixas de electricidade, anúncios de serviços diversos, como os exemplos que as fotografias documentam (Transportes, toldos, limpeza de chaminés...).



Publicidade isenta de taxas e impostos, que têm patentes os números de telefone dos responsáveis.

Quem são e onde estão as autoridades (in)competentes que devem intervir nestas situações?

Quem paga os custos da reposição das caixas na situação original?

Foto 24042007(008) e foto 12122006

sábado, abril 28, 2007

Campeonato da Língua Portuguesa 2007

Realizou-se esta tarde, com transmissão na SIC, a final do Campeonato da Língua Portuguesa de 2007. Este ano, pela 3ª vez.

Feliz iniciativa esta, que não é original do nosso País, de envolver a população interessada no aprofundamento do conhecimento da sua própria língua, pondo-a à prova; ainda com a possibilidade de, através do sítio www.linguaportuguesa.aeiou.pt , permitir o acesso às correcções dalgumas provas.

Mas nem tudo nos pareceu bem nesta final, algo confusa. O apuramento dos melhores entre os finalistas foi feito por processo desigual e fortemente condicionado pelo factor sorte, quer pelo grau de dificuldade das perguntas, quer pela diferente extensão das alternativas de resposta, lidas pela apresentadora Bárbara Guimarães, algumas inadmissivelmente mal e erradamente pronunciadas. Pareceu mais justo o processo seguinte de apuramento dos restantes finalistas, confrontando-os, ao mesmo tempo, com a mesma pergunta (se bem que suscitando dúvidas a fiabilidade do equipamento utilizado para registar a velocidade das respostas).

Um reparo ainda, pela sua vertente deseducativa, perante uma assembleia de todas as idades e muitas crianças, com transmissão em directo pela TV:

- a apresentadora, depois de ler os papéis que tinha na mão (folhas brancas A4?), deitava-os para o chão do palco, como se pode ver na fotografia (tirada directamente do televisor doméstico e daí a sua má qualidade).

Não poderia a Produção ter arranjado uma solução para evitar este mau exemplo?

Foto 28042007

quarta-feira, abril 25, 2007

Normas de toponímia de Lisboa. Violações (3)

Em pleno bairro de Campo de Ourique, em Lisboa, também há placas em azulejo como a fotografia documenta. Correia Teles não mereceria ser melhor e mais justamente identificado pela população? Em que época viveu e em que se distinguiu?

Será José Homem Correia Teles (n.1780 - f.1849) ?


José Homem Correia Teles nasceu a 10 de Maio de 1780, em Santiago de Besteiros, na Serra do Caramulo. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1800 e advogou em Tondela. Desempenhou as funções de Juiz de Fora, na Figueira da Foz. Desembargador da Relação do Porto e sócio honorário da Associação dos Advogados de Lisboa. Em 13 de Fevereiro de 1827, foi provido no lugar de Superintendente das obras da Barra de Aveiro. Foi Deputado em quatro Legislaturas. Em 1820 foi eleito por Estarreja à Assembleia de Viseu. Notabilizou-se pelas obras jurídicas: "O Manual de Tabelião", "Manual de Processo Civil", "O Código Civil" e "O Direito Português". Faleceu em Estarreja a 3 de Julho de 1849 e está sepultado no Cemitério Paroquial de Beduído.

Foto 24042007(007)

segunda-feira, abril 23, 2007

Aldrabices na NET (2)

Circulam frequentemente na INTERNET determinadas mensagens, que sob a capa de denúncia de anomalias ou de avisada prevenção do consumidor, levam as pessoas a reencaminhar esses mails sem prévio juízo crítico, aumentando o número dos destinatários de modo progressivo. Se uma das vantagens da NET é a rapidez da divulgação da informação, essa velocidade parece ser, em muitos casos, impeditiva de que funcione a razão, com a agravante de atingir grande número de destinatários assim desinformados.

Tendo circulado recentemente por e-mail algumas considerações sobre ACTIMEL que abaixo se repetem, transcreve-se seguidamente a informação que sobre esse assunto foi colhida na DECO:

Exmo Senhor;

Em resposta ao seu mail informo que esta informação é mais uma dessas "notícias" que circulam pela internet e que não apresentam qualquer fundamento. Desde já informamos que o L. casei é uma bacteria denominada Lactobacillus casei e não uma substância conforme referido no mail. É uma bacteria láctica que se encontra de forma habitual no leite e que de forma alguma é gerada pelo nosso organismo. Os Lactobacillus são largamente conhecidos já há muitos anos e empregues na transformação do leite e obtenção de derivados fermentados do tipo queijo, iogurtes, kefir, etc. Assim não se trata de algo "estranho" já que andamos a consumir este tipo de bacterias há anos sem nenhum risco para a nossa saúde.

Efectivamente trata -se de uma informação falsa e sem qualquer fundamento, que teve origem na Argentina, e está a percorrer, através de correio electrónico, as comunidades de línguas espanhola e portuguesa."

Com os nossos melhores cumprimentos,

O Departamento de Formação

Fernanda Santos (DECO)

Texto circulado na INTERNET:

Algumas coisas interessantes sobre o ACTIMEL:
O ACTIMEL fornece ao organismo uma bactéria chamada L.CASEI. Esta substancia é gerada normalmente por 98% dos organismos, mas quando é administrada externamente por um tempo prolongado, o organismo deixa de produzi-la e paulatinamente "esquece" que deve faze-lo e como faze-lo, sobretudo em pessoas menores a 14 anos.
Na realidade, surgiu como um medicamento para essas poucas pessoas que não o produziam naturalmente, mas esse universo era tão pequeno que o medicamento não se tornou rentável; para render algum dinheiro foi vendida a sua patente a empresas alimentícias.
Descobri hoje que a "Secretaria de Salud", autoridade espanhola, obrigou a ACTIMEL (La Serenisima) a indicar na sua publicidade que o produto não deve consumir-se por um tempo prolongado; e cumpriram, mas de uma forma tão subtil que nenhum consumidor o percebe (p.ex. "desafio actimel: consuma-o durante 14 dias" o "faça de Agosto o seu acti-mês").
Se uma mãe decide completar a dieta com ACTIMEL, não percebe nenhum aviso sobre o seu inconveniente e não vê que pode estar a provocar um dano importante ao futuro dos seus filhos ou ao seu, por causa das manipulações publicitarias da multinacional DANONE para incrementar os seus benefícios sem lhes importar a saúde dos consumidores.
Provavelmente alguns vão achar que isto não passa de exagero, ou contra informação, pela saúde dos filhos e a sua, pesquise, informe-se, e depoisdecida se deve correr o risco!

domingo, abril 22, 2007

Normas de toponímia de Lisboa. Violações (2)


Esta placa toponímica, a necessitar de urgente restauro, em plena Baixa de Lisboa, nas proximidades do Largo do Carmo, não satisfaz nenhum dos cinco critérios de toponímia da Câmara Municipal.

De quem se trata? Do Almirante Pessanha 1º, 2º ou 3º Almirante de Portugal, título concedido pelo Rei de Portugal D. Dinis? Provavelmente de Manuel Pessanha o 1º Almirante de Portugal e uma referência à época não seria certamente desajustada -Séc. XIII / XIV-!

Manuel Pessanha (nome italiano Pezagno, depois aportuguesado) foi um genovês que entrou ao serviço de Portugal, no tempo do rei D. Dinis, tendo-o este encarregado de reorganizar a ainda modesta armada portuguesa, conferindo-lhe em troca o título de Almirante de Portugal. Dos seus primeiro e segundo casamentos, nasceram respectivamente Bartolomeu Pessanha e Lançarote Pessanha, que lhe sucederam à frente do almirantado Almirante de Portugal como 2º e 3º Almirantes.

O Almirante Manuel Pessanha participou nas batalhas navais entre Castela e Portugal no tempo de Afonso IV de Portugal e Afonso IX de Castela, tendo sido feito prisioneiro dos castelhanos em 1337, após a derrota na Batalha do Cabo de São Vicente (foi libertado em 1339). Mais tarde, em 1341, participou num ataque a Ceuta, considerada um refúgio de piratas marroquinos que depredavam regularmente as costas do reino do Algarve.

Foto 09032007(005)

quinta-feira, abril 19, 2007

Normas de toponímia de Lisboa. Violações (1)

As normas que a Câmara Municipal de Lisboa tem em vigor para a toponímia de Lisboa são as abaixo descritas, como se pode confirmar em:

http://www.cm-lisboa.pt/?id_categoria=96&id_item=5802

Divisão de Alvarás, Escrivania e Toponímia
Campo Grande, 25 - 1º B 1749-099 Lisboa

E então, onde se enquadram os casos de que iremos dando conta, como por exemplo o desta foto? E já agora não seria conveniente divulgar quem foi Brás Pacheco?


Tipos de placas usadas na Toponímia de Lisboa

I
Pintada directamente nas fachadas dos prédios, a preto com letras brancas, ou em azulejo clássico, para os arruamentos de bairros típicos da capital, como Alfama e Castelo.

II
Placa de pedra com letras pretas fixadas nas fachadas dos prédios, para os diversos arruamentos.

III
Placa de pedra com letras pretas ou douradas, de tipo romano, fixadas com pregos metálicos bronzeados, para os arruamentos da Baixa Pombalina, como na Rua Augusta ou Rua de S.Julião.

IV
Placa de pedra com letras pretas, assente sobre pilar, para os arruamentos onde não existem prédios de gaveto nos pontos de acesso, como no Bairro do Restelo.

V
Placa em azulejos com bordadura a rectângulos esquartelados a preto e branco e encimados pelo brasão da cidade, como sucede na Rua Eduardo Bairrada.


Foto 18042007



quarta-feira, abril 11, 2007

Castelo de Belmonte


No restauro do Castelo de Belmonte podemos ver logo à entrada o que a imagem documenta.

Com toda a franqueza choca-nos. Não haveria uma melhor solução?





Fotos 31032007 (001) e DSCN1833(2)

terça-feira, abril 10, 2007

Poluição visual (1)


Em Lisboa, na Baixa Pombalina.


Sem comentários, à atenção das autoridades (in)competentes.

Foto 09032007(006)

quarta-feira, março 28, 2007

Toponímia e Cultura VI

A Rua Bulhão Pato, em Lisboa, está assinalada como a placa fotografada indica. E será esta indicação suficiente? Para muitos o que sabem apenas se relaciona com um prato culinário de amêijoas.

E de que Bulhão Pato se trata afinal?

De Raimundo António de Bulhão Pato, Escritor – Poeta, n. 03MAR1829 e f. 24AGO1912 ou de seu pai Francisco Bulhão Pato, também Poeta ?

Ou será uma rua dedicada à Família Bulhão Pato?

segunda-feira, março 26, 2007

Pergunta de casa na TV

Nalguns concursos televisivos tem sido incluída uma chamada “pergunta de casa”, à qual os telespectadores são convidados a responder ligando para um telefone fixo indicado no programa ou no teletexto.

No caso agora em apreço, a RTP1 no concurso “Um contra todos” indica a pergunta e três alternativas de resposta a que se pode responder para o telefone 760300234, com custo de chamada de 0,60€ + IVA. O prémio oferecido que era em tempos de 750€ foi recentemente aumentado no novo figurino do concurso para 2000€.

A pergunta é normalmente de muito fácil resposta, tal como noutros concursos, em que para mais, ao longo do programa, vão sendo dadas alguma ajudas facilitadoras. Por exemplo em 16 de Março de 2007 a pergunta era “Em que cidade se encontra a Torre Eiffel?” com as tais três alternativas de resposta, necessariamente com Paris incluída.

O “feliz” contemplado, certamente não por acaso, nunca é anunciado no próprio dia em que a pergunta é formulada e o tempo para resposta é normalmente muito longo, certamente até estar reunido (ou largamente ultrapassado) o valor do prémio em chamadas recebidas. Caso a pergunta fosse difícil o número de respondentes seria por certo reduzido, com prejuízo para a casa. E qual o critério de atribuição do prémio aos inúmeros respondentes que acertam?

Não há aqui falta de transparência?
Num canal não privado e de serviço público esta falta de clareza não nos parece admissível!

domingo, março 18, 2007

Toponímia e Cultura VII

A Rua Tomás Ribeiro, em Lisboa, está laconicamente assinalada como a fotografia documenta. Mas quem foi o Senhor Tomás Ribeiro? Em que época viveu e o que fez para merecer destaque numa das ruas da capital?

Terá sido o Tomás António Ribeiro Ferreira que viveu entre 1831 e 1901, Escritor – Deputado – Ministro ?

Não se justificará que o departamento competente da Câmara Municipal de Lisboa reveja este tipo de situações?

sábado, março 17, 2007

Sinalética (1)

Na zona do Palácio de Belém e dos Museus da Presidência da República e dos Coches estão estas sugestivas tabuletas, de "ajuda aos fisiologicamente mais necessitados". Mas prioritariamente aos estrangeiros de língua inglesa que serão os que mais rapidamente se aperceberão da sinalética, esquecida na placa a língua de Camões.

Se fosse nos tempos do Presidente Jorge Sampaio em Belém, de conhecida costela anglo-saxónica, ainda se compreenderia!

Foto 10032007

sexta-feira, março 16, 2007

Vigilância nas praias. Estruturas para nadador-salvador

Aproximando-se rapidamente o início da época balnear e pretendendo-se que para alguns não se aplique nas praias vigiadas por motivos que lhes são alheios "Há mar e mar, há ir e não voltar", pretendemos trazer para discussão a necessidade de estruturas elevadas que permitam maior visibilidade aos nadadores-salvadores: que eles próprios sejam mais facilmente localizáveis, tarefa muitas vezes difícil, em zonas de grandes massas humanas, confundidos com os banhistas como já documentámos em "posts" anteriores do Algarve. Com a acrescida vantagem de que essas estruturas possam servir para mais fácil referenciação nas praias, inclusive entre os menos frequentadores e as crianças (como em tempos idos se fazia com as chamadas Bolas Nivea, passe a publicidade, que se calhar será necessária dadas as carências do Estado).

Só que não se vá para a solução que as fotos documentam, da saudosa Praia de S. João da Costa de Caparica: sem cobertura para o Sol e calor, será este modelo adequado para aí fixar algumas horas um nadador-salvador?
Há certamente melhores e mais funcionais soluções, mas avancemos com elas depressa sem necessidade de convocação de comissões especializadas para aconselhamento dos Ministros da tutela, que dada a especificidade da estrutura podem ser vários (o que não é simplificador do processo!).

quarta-feira, março 14, 2007

Toponímia e Cultura V


Já aqui referimos que não conseguimos perceber as razões de critérios tão diferenciados nas placas toponímicas de algumas cidades portuguesas, quer quanto ao texto quer quanto à apresentação.

Parece-nos, por um lado, de elementar justiça realçar para a posteridade os aspectos em que os homenageados se distinguiram e que merecem a nossa admiração, por outro, reforçar esse respeito, facultando ao cidadão um melhor conhecimento daquele personagem, não o reduzindo a um simples e frio nome de rua.

Aqui daremos bons e maus exemplos, começando por casos de Lisboa, sempre com esperança que o assunto mereça melhor atenção da autarquia.


E de que Anchieta se trata? Certamente que do Padre jesuíta José de Anchieta, ou será, se calhar para alguns, da cidade turística brasileira Anchieta?

sexta-feira, março 09, 2007

Esclarecimento da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS)

Sobre o assunto tratado no nosso "post" anterior e em confirmação do que dissémos, foi divulgado pela SIBS o seguinte:

Esclarecimento da SIBS

A Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), informa, na sequência da circulação de mensagens electrónicas via e-mail que referem a utilização invertida do código secreto dos cartões (PIN) como mecanismo de alerta das forças policiais em caso de assalto, que:

1 – As informações são falsas.

2 – A referida técnica, de introdução do PIN “invertido”, não funciona na rede de Caixas Automáticos Multibanco.

3 – A SIBS não tem informação sobre a implementação desta técnica em qualquer país europeu ou de qualquer outro continente.

A SIBS aproveita para relembrar as boas regras de gestão do código secreto do cartão na rede Caixa Automático Multibanco:

• O código secreto é pessoal e intransmissível e deverá ser memorizado.

• Nunca, em circunstância alguma, divulgue o código secreto (Código Pessoal ou PIN).

• Assim que receber o código secreto memorize-o e destrua o envelope de informação do mesmo; caso pretenda guardá-lo, não o deixe em lugar visível e/ou facilmente acessível.

• Não deve igualmente escrever o Código secreto no próprio cartão, nem em qualquer outro documento que tenha junto do cartão;

• Se pretender alterar o código pessoal, não utilize conjugações de 4 dígitos de fácil apropriação (por exemplo, o ano de nascimento ou o dia e mês de aniversário).

As informações que circulam via e-mail sobre utilização invertida do PIN são falsas.

domingo, março 04, 2007

Aldrabices na NET (1)


Código invertido do cartão MULTIBANCO

Circula há dias na Internet este aviso que transcrevo tal como o recebi por diversas vezes, porque se tem multiplicado, lamentavelmente, em progressão geométrica:


“Se for alguma vez, forçado por um ladrão a retirar dinheiro do multibanco, pode avisar a policia imediatamente, digitando o código ao contrário. Por exemplo, se o seu código for 1234, entao digite 4321. A máquina reconhece que o código está invertido de acordo com o cartão que acabou de inserir. De qualquer maneira a ATM dará o dinheiro, mas para o desconhecimento do ladrão, a policia será imediatamente acionada / enviada para ajudar.

Esta informação foi recentemente publicitada, e declara que isso raramente é usado porque as pessoas não sabem da existência deste mecanismo de defesa.

É uma informação extremamente útil e necessaria.”

Ora é triste ver que perante estes “amáveis” avisos, aparentemente úteis ou atentos às preocupações das pessoas, os destinatários não parem uns segundos para pensar ou para se esclarecerem junto de quem o possa fazer.

Exemplos que à partida invalidam a “teoria”:

a) 4114 ou qualquer capicua. O inverso é exactamente igual 4114. Então neste caso como se distingue? Não se aplica o procedimento?

b) 2622, em que o inverso é 2262 ou qualquer número do género. A máquina certamente que considera erro do código ou será que iria considerar um inverso actuando os meios indicados?

Sejamos mais críticos ao que recebemos e não corramos a validar e difundir estes novos contos do vigário, que no caso em apreço não causa prejuízos materiais mas pode ter consequências graves e imprevisíveis para quem, numa situação real, junto a um ladrão, pense que este método é eficaz.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Toponímia e Cultura IV


Confrange-me que estas placas que assinalam a “Avenida João XXI” na cidade de Lisboa, não sejam simultaneamente pedagógicas. Sem dificuldade e custos de maior, ganhariam muitos incultos e turistas com informação adicional sobre este grande homem do século XIII (Pedro Julião /Pedro Hispano) que foi o 188º Papa da Igreja Católica, único Papa português até aos nossos dias. Aqui ficam à (des)atenção da CML sugestões de informações mínimas a acrescentar:

n.1215 Lisboa – f. 1277 Viterbo

ou

188º Papa 20SET1276 – 20MAI1277


domingo, fevereiro 11, 2007

Prevenção rodoviária (1)

A prevenção rodoviária, como a prevenção de qualquer natureza, implica precaver, acautelar, actuar ou avisar com antecedência. O que também envolve, necessariamente, observar e reavaliar.

Constata-se que essa responsabilidade de “observatório” das vias de circulação rodoviária (não esquecendo a pedonal que a ladeia), para onde (especialmente pelos cidadãos activos, a par dos próprios serviços) possam ser encaminhadas as anomalias e sugestões tendentes à melhoria da segurança das pessoas e do transito, ou não está claramente assumida ou, muitas vezes, dispersa por várias entidades que não conseguem uma apreciação e solução dos problemas de forma global.

A título de exemplo:

Observe-se a colocação da passadeira que as fotografias (tiradas em 30DEZ2006) documentam (Portela – Loures), imediatamente a seguir a uma curva a 90/100 graus, quer do ponto de vista do condutor dum veículo quer dos peões que atravessam a passadeira da esquerda para a direita.



Quem deve reavaliar estas situações? Quem se deve alertar?

Ou será necessário, à boa maneira portuguesa, que primeiro haja um acidente?

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Modernização administrativa

No Diário da República, 1.a série—N.o 25—5 de Fevereiro de 2007 pode ver-se um primeiro passo para este quatro-em-um* que passa a ser o cartão de cidadão. As Portarias dos Ministérios envolvidos e a adequação dos serviços de identificação completarão o quadro necessário à efectivação desta medida, sem necessidade de honras fúnebres ao Bilhete de Identidade de Cidadão Nacional.

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Lei n.o 7/2007 de 5 de Fevereiro - Cria o cartão de cidadão e rege a sua emissão e utilização

1—O cartão de cidadão contém os seguintes elementos visíveis de identificação do seu titular:

a) Apelidos;

b) Nome(s) próprio(s);

c) Filiação;

d) Nacionalidade;

e) Data de nascimento;

f) Sexo;

g) Altura;

h) Imagem facial;

i) Assinatura;

j) Número de identificação civil*;

l) Número de identificação fiscal*;

m) Número de utente dos serviços de saúde*;

n) Número de identificação da segurança social*.

2—Na ausência de informação sobre algum elemento referido no número anterior, o cartão de cidadão

contém, na área destinada a esse elemento, a inscrição da letra «X» ou de outra menção prevista na lei.

domingo, fevereiro 04, 2007

Civismo (3)

Para grandes males , grandes remédios!

Trata-se dum curioso aviso, em espaço semi-público pelo qual transitam hóspedes, nas traseiras de um Hotel, em Fátima, estando aparentemente a dar resultado.

E esta situação particular, levanta-nos uma questão mais geral.

Será que apenas pela fiscalização e exercício da autoridade se consegue manter a limpeza dos espaços comuns e dos espaços públicos?

Lamentavelmente ainda nos parece que sim, sem tendência (educação) para melhorar.

sábado, fevereiro 03, 2007

Civismo (2)


A frequência com que se vêem situações como a que a fotografia documenta, denotam o grau de civismo que lhes está associado. Instalados no seu comodismo, para não se deslocarem umas dezenas de metros, alguns moradores poluem o ambiente e o espaço, auto-justificando-se com a reduzida dimensão do recipiente para o lixo, sem quererem perceber que não foi para isso que foi criado!


sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Civismo (1)

Curiosa, lamentavelmente, esta fotografia tirada neste mês de Fevereiro de 2007 em Lisboa:
Os carros nos passeios e os peões por onde podem! E se calhar, como ali é frequente, os peões aliarem à sua desgraça o facto de serem cegos?

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Associação CAIS

A associação de solidariedade social CAIS, merece-nos todo o respeito pelo apoio que proporciona aos sem-abrigo, em especial através da venda da revista CAIS e do apoio que essa venda proporciona aos elementos que nela se empenham. Mas se nos primeiros anos de venda da revista os vendedores eram cordatos limitando-se ao anúncio e tentativa de venda da revista, já o mesmo se não passa ultimamente em muitos locais, nomeadamente nalguns em Lisboa. Para além de uma venda quase agressiva e demonstrando evidente desagrado quando não se compra a revista, após a recusa a insistência continua com o pedido de dinheiro para comida, uma sopinha, etc…

O que nos leva aqui a referir estes procedimentos que consideramos inconvenientes, é que a rejeição que nos provoca e que temos presenciado noutras pessoas, poderá pôr em causa, se não já o pôs, todo este interessante processo de ajuda e solidariedade.

Será que o código de conduta publicado no respectivo Sítio em www.cais.pt ponto “5. O vendedor não pode, em situação alguma, usar o nome da CAIS para mendigar ou pedir o que quer que seja do público” não é claro e se presta a diferentes interpretações?

terça-feira, dezembro 05, 2006

Autarquias (1)



Vale a pena ler e refletir sobre o Editorial da Revista do Cofre de Previdência - Informação aos sócios nº 42 de SET-OUT-NOV 2006 do seu Presidente da Direcção Manuel Móscas.

Como se justificam tantos anos de demora na aprovação de projectos de construção apresentados em duas diferentes Câmaras Municipais por esta instituição de utilidade pública?

quinta-feira, novembro 30, 2006

Cidadania: Pontualidade

Um dos graves defeitos de muita população portuguesa é a falta de pontualidade. Defeito que nos prejudica gravemente e é também denunciador da generalizada falta de planeamento e programação, que, no seu conjunto nos fazem distanciar ainda mais dos países da Europa mais rica. Defeito de que os não-pontuais não têm bem a noção e de que, além do mais, penalizam os outros:
os que por serem pontuais e organizados, com esforço se organizaram para estar a horas, inutilizando assim esse tempo;
os que são incomodados quer pelas esperas, quer pela perturbação que causa aos pontuais a chegada dos atrasados;
os que organizam o seu tempo e ficam eles próprios em risco de incumprimento de outros compromissos no tempo seguinte.


Esta questão da (falta de) educação para a pontualidade, merecedora de tanta importância quase apenas na vida militar, recorda-nos, em três apontamentos, a vivência de situações para muitos inacreditáveis:
O governante que se questionava se devia ou não introduzir algum atraso nas suas chegadas aos compromissos porque se lhe colocava a questão de dar esse cunho de pessoa ocupada e importante; o Ministro dum anterior Governo que era enganado nas horas pelo pessoal do seu gabinete (forneciam-lhas adiantadas) na esperança de que assim conseguisse ser pontual. Em contrapartida, o pasmo de um ouvinte, perfeitamente incrédulo, quando lhe relatávamos ser frequente em consultórios médicos no Benelux, o médico vir à sala de espera e pedir desculpa aos pacientes por um pequeno atraso, da ordem de poucos minutos.

Até que um estrangeiro, um actor brasileiro de seu nome António Fagundes, vem a Portugal representar e decide que quem não é pontual não assiste ao seu espectáculo; ninguém entrava no teatro depois da hora do seu início independentemente das razões que motivaram o atraso, por mais legítimas que fossem. E como a peça não tem intervalo só lhes restava, aos atrasados, comprar bilhetes (outros) para outro dia.

Fagundes a Ministro, mesmo sem pasta! Voltemos a chamar uns Condes de Lippe e uns Wellington para reorganizar esta choldra!

segunda-feira, novembro 27, 2006

Violência contra crianças

Será que este anúncio do "Institute for support of abused children" ( Instituto para apoio de crianças abusadas), audível em português, teve divulgação em Portugal e passou nas nossas televisões?

http://www.ad-awards.com/commercials/selection/institute_for_support_of_abused_children/commercials-218.html



A violência contra crianças nunca mais por estas é esquecida.
Mesmo na idade adulta com a doença de Alzheimer?

sexta-feira, novembro 24, 2006

Avisos viciados (1)


Por essa Europa mais para o Norte, os trabalhos a realizar são normalmente anunciados com antecedência, prevenindo-se assim o consumidor dos prejuízos a que eventualmente vai ficar sujeito. E indicam-se, claro está, as datas de início e fim previsto para as reparações ou obras.
Por aqui temos visto de tudo, mas na generalidade das situações uma grande aversão a indicar a data da conclusão dos trabalhos e dos transtornos a que o público ficará sujeito. Parece que ninguém quer assumir essa responsabilidade, a que deveriam ser obrigados.
E assim vamos vendo painéis informativos com estimativas da duração em meses, mas que estão a contar desde o dia em que as lemos porque não têm qualquer data de referência: Nem de início, nem de fim.

A confirmar este nosso reparo, veja-se a fotografia tirada em 22 de Novembro de 2006 nos painéis do Elevador da Glória junto à Praça dos Restauradores em Lisboa.
Cerca de 6 meses a começar ou a acabar quando?

quinta-feira, novembro 23, 2006

Letreiros (1)

Não se trata de nenhum jogo da televisão para encontrar as letras que permitam o completamento de palavras.

O OE não dá para corrigir esta situação insólita ? Haverá alguém responsável pela manutenção em condições deste letreiro?

Usando o mesmo sistema informativo, mais fácil porque dizemos onde faltam as letras, isto passa-se em _AR _E _OS.

terça-feira, novembro 21, 2006

Choque tecnológico (I)

Numa altura em que o Governo tanto insiste na utilização da Internet, mesmo para aqueles que nunca viram um computador ou são completamente analfabetos, distribuindo e-mails pela população e insistindo no diálogo com a administração pela via informática, alguém se esqueceu de que a casa não se começa logo pelo telhado. Há que construir e consolidar os alicerces para essa co-habitação com a Internet, o que, em especial na Administração Pública, não tem acontecido.

Há que usar e saber/querer usar o correio electrónico e os e-mails dos serviços para o trabalho (e não apenas para assuntos pessoais e de divertimento) seguindo pelo menos as seguintes regras básicas:
- acusando a recepção do e-mail se a resposta não for possível de imediato (mesmo que o originador disponha de forma de obter registo automático de recepção no destino);
- dando resposta, como a outro tipo de correspondência, às solicitações e pedidos de informação que surjam,
ou
- reencaminhando-as para as entidades convenientes quando não sejam da respectiva atribuição ou competência, com conhecimento ao interessado.

Infelizmente não é isto que vem acontecendo e os exemplos, de que o uso formal da Internet ainda não pegou na Administração Pública, são imensos. Deles iremos dando conta.

Para começar:
1. Contactada por telefone uma repartição pública (Finanças) com quem se tinha mantido um contacto amabilíssimo e eficiente, quando foi pedido o e-mail respectivo para envio de uns elementos ou para um eventual pedido de esclarecimentos, responderam-nos que não valia a pena porque raramente lá vão, já que não têm tempo.
2. Enviadas comunicações para os e-mails constantes nos Sítios de alguns organismos do Estado, num caso obter uma informação específica e noutro para indicar uma sinalização deficiente e errónea numa auto-estrada no norte e passadas semanas, apesar da insistência, nada se recebeu em resposta, nem sequer a acusação da recepção.

http://www.estradasdeportugal.pt/site e-mail ep@estradasdeportugal.pt

segunda-feira, novembro 20, 2006

Denúncia (II)

Quase que se adivinhava que, infelizmente, a via da denúncia iria ser mais explorada!
Mas é este o caminho?

Veja-se este caso real em http://www.denuncia.com.pt/



> FAÇA AQUI A SUA DENÚNCIA CONFIDENCIAL

A ASSOFT (Associação Portuguesa de Software) alerta quea ASAE (Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica)vai iniciar uma operação de fiscalizaçãoda utilização de software ilegal nas empresas.

O processo de fiscalização vai ser conduzido de forma rápida e metódica,dando prioridade às
denúncias recebidas pela ASSOFT.Todas as entidades denunciadas serão imediatamente inspeccionadas.Todo o material informático que contenha software ilegal será imediatamente selado,não podendo ser utilizado até à conclusão do processo.Os representantes legais das empresas nas quais se verificarem situações irregulares serãoalvo de uma acção judicial e poderão incorrer numa pena de prisão de até 3 anos.A ASSOFT apela: caso conheça alguma situação de utilização de software ilegaldeverá denunciá-la o mais rápido possível,pela protecção da propriedade intelectual e dos direitos de autor.

800 200 520
assoft@mail.telepac.pt
FAX 21 3643316

quarta-feira, novembro 08, 2006

Anúncios ao desbarato (4)

Ainda em Barcelos, no denominado centro histórico.
Referimos em "post" (2) anterior que em boa hora a Camara Municipal proibiu a colocação de anúncios de necrologia em diversos espaços públicos, portas e montras, caixas de electricidade da EDP.

Mas o que veio ocupar aqueles espaços?
Será que agora ficaram limpos ou foram ocupados com outro tipo de anúncios?

Veja-se a resposta nas fotos juntas perante a impassividade da autarquia!

E até os escoteiros que deviam pugnar por uma cidadania consciente ali colocam a sua publicidade!

domingo, novembro 05, 2006

Anúncios ao desbarato (3)


A publicidade, mesmo de intervenção política, deve ter espaços próprios para afixação. E se acontece serem utilizados pelos partidos políticos locais desadequados para esse efeito – o que constitui indicador de baixo grau de civismo - , os mesmos partidos, ao fim de tempo razoável ou de decorrida a decisão eleitoral, deveriam providenciar a retirada desses cartazes.

Só lhes ficaria bem e davam um bom exemplo!

Foto obtida na Urbanização da Portela - Loures, junto à porta principal da Igreja de Cristo-Rei da Portela.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Impunidade (1)

Se bem se recordam, nalguma imprensa e muito concretamente na edição nº 704 da revista VISÃO, de 31 de Agosto a 06 de Setembro de 2006, na página 16, foi noticiado que em 18 de Julho deste mesmo ano o senhor Valentim Loureiro (VL), figura associada ao posto de Major do Exército português e convencida figura pública, teve comportamentos e atitudes inqualificáveis para com a autoridade policial da Polícia de Segurança Pública (PSP). Isto na sequência de uma autuação a que o seu condutor estava a ser alvo por excesso de velocidade. Ao contrário do seu motorista que se comportou correctamente, o senhor VL, na presença de outros 25 a 30 cidadãos, buzinou continuamente como forma de protesto (recorde-se que era de noite!) e dirigiu insultos (“analfabetos”, “ignorantes”) e ameaças (“amanhã… diante do seu comandante fica-me a conhecer”) à autoridade. Nesta sequência o agente principal visado “decidiu” (acobardou-se por receio das consequências que daí lhe poderiam advir? e dos problemas em que se iria meter!) não recorrer a procedimento criminal e o documento foi arquivado pelo comando da Divisão de Trânsito da PSP do Porto. E a culpa, ao que saibamos, morreu também neste caso solteira!
Em que Estado e a que estado da Justiça chegámos! Que exemplo para aqueles que a tudo assistiram e que registaram que o senhor VL está acima da Lei (pelo que vimos, na zona do Porto, espera-se que não em todo o País!). Que ilações o agente da PSP e os seus colegas retiraram deste caso e, em consequência, que procedimentos vão adoptar no futuro? com os srs. VL’s que por aí pairam e a quem as estações de televisão dão grandes tempos de antena fazendo-os parecer importantes e, pelo que se vê, impunes!
E o Ministério Público não poderia intervir? O agente da PSP não poderia ser ou ter sido apoiado na instauração do processo-crime pela Direcção Nacional ou pelo MAI?

Paralelamente poderemos recordar que as grandes prioridades da Câmara Municipal de Gondomar (CMG) no sector educativo assentam em princípios como a oferta da educação para todos, numa perspectiva de educação e formação integral, enquanto factor de coesão social que muito poderá contribuir para o desenvolvimento e progresso do Município, através de uma cidadania activa, participada, responsável e solidária.

Será que esta actuação pública de 18JUL2006 do Presidente da CMG é a que o sr. VL tem como exemplo de educação e cidadania activa?
Será que este exemplo não é dos mais deseducativos que poderemos encontrar e a impunidade consequente uma certa forma de corrupção que devemos combater?

segunda-feira, outubro 09, 2006

Anúncios ao desbarato (2)





Sendo louvável que numa cidade se procure divulgar que cidadãos deixaram a nossa presença na Terra, duma forma mais ampla do que na necrologia dos jornais, já não parece aceitável que às gráficas e agências fosse permitido o uso de certos e inadequados espaços (caixas da EDP, portas e montras, etc...)para a divulgação dos anúncios necrológicos (falecimentos, missas de 7º dia, mês e ano, etc...) pela eterna saudade dos defuntos. Em boa hora e ao fim de vários anos de tal procedimento a Câmara Municipal de Barcelos proibiu finalmente tal procedimento, facultando expositores que também servem para esse efeito como se pode ver na fotografia seguinte.



domingo, outubro 08, 2006

Anúncios ao desbarato (1)



Em boa hora a Câmara Municipal de Lisboa decidiu acabar com a profusão de anúncios não autorizados na cidade.



Desconhecemos se serão contemplados alguns colocados em espaços públicos, inclusive em separadores de vias, uns pintados, outros em papel que se degrada em pouco tempo e assim permanece; anúncios diversos e de origem bem identificada, a espectáculos, muitos a transportadores e a limpa-chaminés com indicação dos respectivos telemóveis, tudo parece (parecia?) possível e impune.
Por enquanto ainda temos muitos maus exemplos, como estes que fotografámos em plena Baixa da capital!

Denúncia I


Há quatro ou cinco anos no Brasil, mais concretamente no Rio de Janeiro, deparava-se com uma grande profusão de autocolantes com “disque denúncia” e um número de telefone, muitos nos transportes públicos, que apelavam à denúncia de situações ligadas ao mundo de droga, para permitir às autoridades actuação sobre os traficantes.
Recentemente no programa de televisão dos EUA (difundido em Portugal na SIC mulher) a apresentadora Oprah ofereceu 100.000 US dólares a quem contribua de forma evidente para a localização de pedófilos fugidos à justiça (leia-se denuncie), tendo já conseguido resultados positivos.

Por cá, no Continente português, parece caminhar-se nesta linha embora de forma ainda não declaradamente assumida!
Vejam-se exemplos:
- A cooperação das empresas na investigação de práticas concertadas pela Autoridade da Concorrência, leia-se denúncia, que poderá levar à redução de penas e/ou coimas àquelas empresas. Ver Economia pág. 8, semanário Expresso de 09SET2006;
- A carta anónima de 2003, leia-se denúncia, que levou (ainda bem) à investigação sobre os processos de aquisição de material de guerra pela Marinha. Ver pág. 72, semanário SOL de 07OUT2006;
- Nalguns casos, substituindo-se à falta de (ou deficiente) fiscalização pelas entidades competentes (e ao facilitismo dos clientes), caso da actuação, leia-se denúncia, da DECO após a avaliação efectuada aos “Centros de inspecção periódica de automóveis”, perante a ineficácia de alguns daqueles Centros. Ver revista PROTESTE 272, de SET2006.

sábado, outubro 07, 2006

Toponímia e cultura III


Nos primeiros tempos da escola primária, quando o conhecimento das letras já nos permitia compor palavras, todas aquelas com que nos deparávamos eram aproveitadas para teste do nosso conhecimento. Recordo-me de então me ter deparado e encalhado no palavrão olisipógrafo debaixo de Gustavo de Matos Sequeira (1880-1962), ele que, só o soube mais tarde, além de um estudioso de Lisboa também foi um distinto arqueólogo, o que na placa da Rua de Gustavo de Matos Sequeira não é referido.
Quantos moradores nesta zona de Lisboa e passantes por esta rua ainda desconhecem o significado daquele termo? Olisipógrafo = O que escreve ou realiza publicações escritas sobre Lisboa / Olisipo.

A poucos metros, numa rua paralela à anterior, a placa em azulejo que assinala a Rua Marcos Portugal, de seu nome completo Marcos António da Fonseca Portugal (1762-1830) , nada refere sobre o músico e compositor, autor do primeiro hino oficial português (1809-1831). Nasceu em Lisboa e faleceu no Rio de Janeiro, podendo aceder-se a uma sua biografia em http://www.arqnet.pt/dicionario/portugalmarcos.html .